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Anotações para o casamento feliz

Anotações para o casamento feliz
Diomário Queiroz, agenda de 2006

1.- Amar e respeitar um ao outro. O amor é um estado de equilíbrio dinâmico entre coração e razão a ser preservado todos os dias. É o desrespeito que mata o amor.

2.- Aceitar um ao outro como ele é, valorizando as diferenças. Quando as alternativas culturais conflitam, optar pelas que devam prevalecer na educação dos filhos e para a felicidade do casal. Sempre que possível somar as tradições familiares.

3.- Ser fiel aos princípios e valores fundamentais, como honestidade, bondade de coração, perseverança e paciência, a começar na relação entre os cônjuges e com os familiares, filhos e netos, mesmo nas pequenas coisas do cotidiano. Manter permanente clima de confiança mútua, evitando o ciúme exagerado.

4.- Trabalhar é fundamental, mas é a quarta prioridade da vida, depois de Deus, família e saúde. Buscar sempre a presença nos momentos importantes do cônjuge e dos filhos, para comemoração, apoio ou consolo. É a contrapartida das ausências impostas no dia a dia das pessoas.

5.- Manter a felicidade na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Agir em apoio ao cônjuge nas horas de dificuldade, evitando entrarem os dois em crise ao mesmo tempo. Algumas vezes é necessário superar-se para assegurar esse apoio.

6.- Cultivar o prazer de dormir juntos, como uma das melhores coisas do casamento. É o momento da comunhão do casal, de compartilhar sonhos, da confidencialidade, do abraço, da sexualidade em seu sentido amplo, que não se limita ao ato sexual, mas inclui a vigília amorosa do cônjuge.

7.- Criar permanentemente bons momentos de recordação pois proporcionam confiança em relação ao futuro. Quebrar a rotina para vivências especiais do casal ajuda a projetar a felicidade!

8.- Celebrar os bons momentos com alegria e neles se afirmar para enfrentar os maus momentos que virão inevitavelmente. Todas as pessoas têm problemas. Mas não há problemas que resistam ao bom enfrentamento conjunto.

9.- Manter transparência na comunicação. Falar sobre os seus sentimentos. Deixar claro o que quer e o que não quer, o que gosta e o que não gosta, o que espera do outro e o que se propõe a fazer. Dialogar sempre e sonhar juntos, com cumplicidade e convergência nas decisões e ações do casal.

10.- Respeitar a vida profissional do cônjuge. Aceitar que tenha seu espaço próprio de realização pessoal e profissional, com o apoio e a admiração da família.

11.- Viver em comunhão de bens, mesmo quando casados legalmente pelo regime de separação de bens. Assegurar a autonomia financeira de cada cônjuge, convergindo, porém, na direção de um planejamento financeiro com as principais prioridades acordadas em conjunto, sem as pequenas continhas diárias de débito e crédito.

12.- Ser generoso um com o outro. Ter prazer em ver o outro cônjuge realizado e surpreendê-lo com pequenos gestos, presentes, quebras de rotina e palavras amorosas, que reforcem sua felicidade.

13.- Educar os filhos com amor, respeito à sua identidade pessoal e responsabilidade de pai e mãe. Nunca deve o casal brigar diante dos filhos nem disputar o seu amor! Eles amam pai e mãe e por ambos são amados, naturalmente.

14.- Viver em harmonia com a grande família e com um grupo seleto de amigos. Recebê-los com alegria e festa, mas também com respeito e sem perda da intimidade e da independência do casal.

15.- Celebrar a presença de Deus na família, a dimensão espiritual do cotidiano, a leitura da Bíblia, a prática da oração e dos ritos, as ações de graça pelos milagres da vida! 

ADQ

Missão a Cabo Verde

Missão a Cabo Verde

Do aeroporto em Fortaleza parto a Cabo Verde
minh’alma transparente e azul
espera o voo e o branco dos sorrisos
tão presente é o tempo dos amores
tão aberto se tornou meu coração!

Sigo a fazer o bem todo possível
abro as mãos
para a misericórdia
e sonho com a paz e o infinito!

Meus pecados pedem perdão
os medos se transformam em alegria
levo presentes e lembranças
para compartilhar felicidade
e para colher saudades
ainda mais!

Mandarei notícias pra vocês
escreverei meu nome nas areias
dormirei tranquilo às madrugadas
e ao voltar à ilha dos meus sonhos
novamente cantarão os galos de manhã…

Fortaleza, 02 de agosto de 2018

Esperança e sonhos em Cabo Verde

Esperança e sonhos em Cabo Verde

Também aqui os galos cantam com alegria todas as manhãs
o marrom das ilhas parece não ter fim
e os sorrisos iluminam
pessoas bonitas e plenas de esperança!

Nas montanhas os castelos de pedras
acenam para o mar tão grande e azul
e para os vales que aguardam pacientemente
o verde das chuvas.

Os homens puxam as redes com vigor
o grito do mestre anuncia a fartura
e nas estradas as igrejinhas seculares
acolhem o canto  das orações todos os dias.

O colar de ilhas avança no horizonte
querendo alcançar o mundo inteiro
e o batuque ritmado proclama a libertação
enquanto o cinza das casas sobe para o futuro…

“Pa trabadja pa bo”
Amílcar Cabral proclama independência
sonhos voam e voltam a Cabo Verde
“si ka badu, ka ta biradu”!

Ilha de Santiago, Praia,  agosto de 2018

Pétalas ao Vento, Sonetos

Pétalas ao Vento
Sonetos de Carmen Rejane Cella

Apresentação
Antônio Diomário de Queiroz

        Pela rede internet fluíram até meu coração os sonetos de Carmen Rejane Cella. Suas pétalas despertaram emoções e às vezes pude sentir sua fragrância e ouvir as vibrações e os sons que emanam. São canções de amor: os encantos, a paixão, a sedução, as secretas juras, sua tessitura em filigranas, pactos, lembranças e saudades, urgências, sonhos e desejos, fingimentos e mágoas, fragmentos de dor, cativo sentimento que compõe uma sinfonia secreta, no compasso dos versos.

          Escritos por Carmen Cella no formato inglês ou italiano (sendo um apenas monostrófico), seus sonetos apresentam a expressão singela da poetisa, que não abdica da “vontade de amar a todo o momento”, e ao mesmo tempo culta da doutora em mídia e conhecimento, imortal da Academia de Letras do Brasil. Em sua maturidade de mulher fascinante, a autora se desinibe para alcançar em alguns poemas o lirismo erótico e em outros, revelando os sonhos de loba, a travessia do amor nas asas do tempo onde as rimas se entrelaçam.

        O cenário de flores e perfumes embeleza toda a obra. Os sonetos surgem ao longo do caminho florido da felicidade. “O carrossel de emoções me torna numa flor que se transforma”, declama Carmen Cella: “Sou pólen de flor macerada, sou do paraíso tua outra jornada”. Sua inspiração se transveste em folhas outonais para fruição da perene beleza da vida.

    A leitura dos sonetos ora publicados proporcionará aos leitores, certamente, momentos ímpares de poesia e emoção, uma ocasião para compartilhar o romantismo universal das baladas provençais dos cancioneiros.
Carmen Rejane Cella se projeta no seleto espaço antológico dos sonetistas catarinenses.

    Florianópolis, março de 2015.
    
 

CIDADÃO HONORÁRIO JOAÇABENSE – 2007

EXMO. SR. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE JOAÇABA, VEREADOR ADEMIR LUIZ RIGHI
EXMO. SR. PREFEITO MUNICIPAL ARMINDO HARO NETTO
EXMO. SR. SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE JOAÇABA, JORGE DRESCH, NESTE ATO REPRESENTANDO O EXCELENTÍSSIMO SR. GOVERNADOR LHS
EXMO. SR. DEPUTADO ESTADUAL JORGINHO MELLO, NESTE ATO REPRESENTANDO A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
EXMOS. SRS. VEREADORES ,
EXMO. SR. VEREADOR LICENCIADO ELÓI HOLFELDER, GERENTE REGIONAL DA CELESC, A QUEM AGRADEÇO POR TER SIDO O PROPONENTE DESTA HOMENAGEM
PREZADO AMIGO JOÃO CARLOS BORDIN
EXMA. SRA. CONSULESA DA ÁUSTRIA ANNA LINDNER VON PICHLER
MAGNÍFICO REITOR DA UNOESC, DR. ARISTIDES CIMADON
DIGNAS AUTORIDADES
QUERIDOS FAMILIARES E AMIGOS DA FAPESC
QUERIDAS AMIGAS E QUERIDOS AMIGOS DE JOAÇABA

Saúdo, inicialmente, a memória de minha mãe Dulce Fernandes de Queiroz e de meu pai Alexandre Muniz de Queiroz, cidadão joaçabense falecido no dia 23 do mês passado. Ele deixou codicilo escrito no qual me fez testamenteiro de suas últimas vontades, dentre elas a de ser cremado e suas cinzas “jogadas no rio Tigre, em Joaçaba, no fundo da casa que foi nossa, onde os quatro mais velhos (Maria Perpétua, Antônio Diomário, Enéas Jeremias e Luiz Lafaiete) tomavam banho e pescavam.”
Essa última vontade de papai liberta a minha mais antiga lembrança de vida: a sensação de imensa alegria de estar com ele, nadando no rio Tigre, em sua garupa. E abre o baú das reminiscências de um guri e jovem que viveu muito feliz em Joaçaba, como atestam as imagens a seguir projetadas.

Senhoras e Senhores,

Não localizei o registro fotográfico de mil outras maravilhosas recordações que guardo de Joaçaba: os trigais maduros até nos canteiros centrais da cidade, quando abrigou a Festa Nacional do Trigo; o orgulho de todos quando, no mandato de Udilo Antônio Coppi, foi o Município reconhecido como um dos mais progressistas do país; os pirulitos de açúcar vermelho comprados no seu Kempa aos domingos de manhã após a missa e que manchavam minhas roupas brancas de linho para desespero da mamãe; elas eram também manchadas pelas amorinhas guardadas no bolso, colhidas à beira do Rio do Peixe na casa de Tio José e tia Dirce, em Herval do Oeste, onde esperávamos a chegada sempre atrasada dos trens misto e direto, o espetáculo dos circos, as fogueiras das festas de São João. Como eram boas as matinês na rádio, animadas pelo Parafuso, as festas de barraquinha com as músicas das bandas tirolesas, os passeios de toda a cidade ao final de domingo até o conviver no cinema com as emoções do mesmo filme!
Essas e muitíssimas outras lembranças estão indelevelmente gravadas em minha mente e em meu coração! É por esta razão que tenho a clareza de que meu caráter, a parte mais importante de minha personalidade, foi forjado em Joaçaba. Herdei a alegria, o otimismo, as boas maneiras, o brasileirismo da cultura baiana de papai. Aprendi a disciplina, a perseverança, a confiança profunda na educação e na religiosidade, o sacrifício pela busca do ideal, com a cultura germânica e portuguesa de minha mãe. Acrescentei a esses valores a percepção clara da importância da tecnologia, das inovações e do empreendedorismo para a realização na vida, ouvindo diariamente o som das máquinas e dos apitos das fábricas de Joaçaba e a música dos rádios que embalava o trabalho na terra: “Vamos plantar milho, plantar com devoção, plantando milho tem fartura a gente sempre tem o pão. Plantando milho tem fartura a gente sempre tem o pão.”

Foi na convivência com a cultura alemã, tirolesa e italiana de meus amigos joaçabenses, que aprendi a respeitar a diversidade e a compreender que é na aceitação da diferença e no reconhecimento mútuo que afloram as oportunidades para todos e a afirmação de cada individualidade.

Foi nesse amálgama de vivência plural, que consegui assimilar os três valores principais e comuns a essas culturas: honestidade de princípios, trabalho competente e dedicado, bondade do coração. É o que me permite dormir com a consciência tranquila, decidir em relações complexas de conflitos humanos, selecionar com êxito amigos e pessoas.

Ainda hoje, quando venho a Joaçaba, sinto profundas emoções, que se transformam em vibrações físicas de prazer, desde o reencontro com as paisagens dos campos de Lages e Campos Novos e os contornos ondulados da Serra Geral.  Sendo assim, sempre me considerei joaçabense, e em todas as funções que exerci procurei atender aos amigos joaçabenses com especial atenção. Mas permanecia a consciência de que para ser joaçabense em plenitude, faltava-me ou o nascimento, já ocorrido em Boa Nova, Bahia, ou a outorga do título de joaçabense pela cidade, por intermédio desta Câmara Municipal.
É o que se faz nesta sessão solene!
Muito Obrigado!!