REITOR DA UDESC EM 2003

EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES DE REITOR DA UDESC EM 2003

 Antônio Diomário de Queiroz

                    No dia 23 de fevereiro de 2003, atendendo ao convite do Governador Luiz Henrique da Silveira, tomei posse como Presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia – FUNCITEC, órgão do governo estadual responsável pelas atividades de pesquisa científica e tecnológica, vinculada ao Gabinete do Governador. Desde os primeiros três meses de gestão, a Fundação encontrou o equilíbrio orçamentário e estava sendo fortalecida para exercer relevante papel no plano do governo que se iniciava.

                   Para assumir esse cargo, foi autorizada minha cessão ao Governo do Estado de Santa Catarina, com ônus para o órgão de origem mediante ressarcimento, decisão homologada pelo Ministro de Estado da Educação Cristóvão Buarque pelo Aviso nº 631/03-GN/MEC. Afastei-me das atividades de ensino na UFSC, nos cursos de graduação e pós-graduação, mantendo os compromissos de orientação das dissertações de mestrado e teses de doutorado bem como as atividades de extensão em andamento.

                   Tudo transcorria normalmente quando, no dia 14 de maio daquele ano, recebi telefonema do Governador Luiz Henrique, relatando-me que tinha a obrigação de colocar na normalidade a UDESC, a bem de todos os catarinenses, mas que havia esgotado todas as possibilidades de solução, pelo diálogo, dos problemas em curso e que estava preparando os atos de aprovação dos novos estatutos da instituição. Perguntou-me, então, se poderia contar comigo, se necessário, para exercer a “missão espinhosa” de Reitor pró-tempore da UDESC, por um período de no máximo 6 meses, para conduzir a eleição dos novos dirigentes da instituição, conforme os estatutos que estavam sendo ajustados às exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Aceitei, em tese, o desafio, consciente da mudança de vida que isso significaria.

                   Os fatos se precipitaram. O Governador viajaria no sábado, dia 17 de maio, para a Rússia e precisava deixar equacionada a questão. Na sexta-feira dia 16, pelo Decreto Nº 239, publicado no Diário Oficial, Ano LXX, nº17.154, o Governador do Estado aprovou a reforma do Estatuto da UDESC, determinando o prazo máximo de 15 dias, após sua publicação, para instalação do Conselho Universitário e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, e o prazo máximo de 6 (seis) meses, para concluir o processo de eleição do Reitor e Vice-Reitor. No mesmo Diário Oficial foram publicados os atos nº 2366 e nº 2367, exonerando José Carlos Cechinel do cargo de Reitor pró-tempore da UDESC e me nomeando para exercer esse cargo, com base no art.71, inciso XX, da Constituição Estadual. Nomeado na legalidade constitucional e dos novos estatutos vigentes, na tarde desse dia, acompanhado de minha esposa Maike Hering de Queiroz e do Secretário de Estado da Educação Jacó Anderle, entramos pela porta da frente da Universidade até o gabinete do Reitor José Carlos Cechinel. No Auditório da instituição, estando à mesa o Presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Silvestre Herdt, e na presença da comunidade universitária, foi-me outorgada a posse do novo cargo, para exercê-lo pelo tempo suficiente para promover o processo de transição aprovado no novo Estatuto.

              Passei a viver os 40 dias mais atribulados de minha vida! Desdobrei-me, nesse período, para exercer concomitantemente as atividades familiares, sobrepostas por compromissos importantes no Departamento de Engenharia de Produção da UFSC, na Presidência da FUNCITEC e na Reitoria da UDESC.

          Na UFSC, concluí ou avancei a orientação de diversas dissertações de mestrado e teses de doutorado, participando ainda de várias bancas examinadoras orientadas por outros colegas, proferi palestras, iniciei e concluí, no programa de Educação à Distância, o curso de especialização em Contabilidade Gerencial para os dirigentes da FIAT, em Betim, Minas Gerais.

                   Na FUNCITEC, com o apoio de competente Diretoria, consolidamos o equilíbrio financeiro e definimos as condições de expansão da Rede de Ciência e Tecnologia – RCT, viabilizamos o lançamento dos primeiros editais públicos de pesquisa, organizamos a I Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia que se realizou em Lages, ainda no primeiro semestre do ano, avançamos o estudo de alternativas para a Valorização do Carvão Mineral em Santa Catarina, aprovamos a instalação da Incubadora Tecnológica de Jaraguá do Sul, concretizamos apoio ao Laboratório de Eletrônica – Labelectron e à implantação do Sapiens Parque em Florianópolis, iniciamos o processo de alteração estatutária para transformar a FUNCITEC na FAPESC.

                   Na UDESC, dediquei esforço redobrado. Para cumprir minha missão, precisava primeiramente conversar com as pessoas e entender os anseios da instituição.

                   Organizei, de pronto, visita aos diversos campi, centros, órgãos de pesquisa e extensão, onde ouvi e falei aos dirigentes, professores, servidores técnico-administrativos e estudantes, diretamente e a suas associações. Em Lages, no Centro Agro veterinário – CAV, identifiquei a luta pela criação dos cursos de Zootecnia e Engenharia Florestal, e a importância acadêmica e comunitária da valorização florestal e da instalação do Laboratório de Leite. Em Joinville, no Centro Tecnológico – CTJ, além de forte apelo à democratização institucional pela Associação dos Professores, sobressaiu a manifestação das autoridades locais pela intensificação da presença da UDESC nas ações de desenvolvimento regional, como projetos de proteção ambiental, a valorização da bacia do Itapocu e o fortalecimento da Rádio da Universidade. No Centro de Educação – FAED, visitei o prédio em construção e compreendi a urgência de concluí-lo. Recebi o projeto de transformação do antigo prédio da Faculdade de Educação num ambiente avançado de extensão. No Centro de Artes – CEART, saí muito bem impressionado com o vigor e a criatividade docente e discente, suas novas idéias e reivindicações. No prédio de Extensão da UDESC, na antiga ESAG, conheci as políticas de ação alternativa do Núcleo de Apoio Pedagógico e percebi os avanços dos projetos de valorização da cultura afrodescendente. No Centro de Educação Física e Desporto – CEFID, confirmei a excelência dos seus programas acadêmicos. No Centro de Ciências da Administração – ESAG, onde havia lecionado por 18 anos, visitei o Centro Acadêmico e a Empresa Jr, com bons projetos de prática da gestão empresarial. No Centro de Educação à Distância – CEAD, confirmei a elevada qualidade dos seus programas pedagógicos, desde o material didático à organização dos cursos e ao processo de tutoria e avaliação acadêmica. Em todos os locais, anotei algumas das dificuldades e deficiências apontadas, os pedidos de soluções e os anseios comuns pela normalidade institucional.

             Busquei também, desde o início, formar uma equipe de primeira linha para que fizéssemos um trabalho participativo eficaz nesse período de transição, o qual credenciasse os componentes dessa equipe a dar continuidade à gestão da UDESC no futuro. O professor Fernando Fernandes de Aquino, que admirava há muito pela sua importante contribuição ao sistema catarinense de educação e por sua competência e capacidade de trabalho, aceitou exercer a chefia do Gabinete. Com dedicação, amizade, fidelidade à instituição e à minha pessoa, avançou comigo noites a dentro para darmos conta das pilhas diárias de processos administrativos. A professora Elisabete Nunes Anderle, após hesitação inicial, enriqueceu com sua visão, capacidade de análise e experiência extraordinárias o exercício da Pró-Reitoria de Ensino. O professor Dr. Adil Knackfuss trouxe de Lages sua liderança acadêmica como Pró-Reitor de Pesquisa e Desenvolvimento com a missão de melhorar a infraestrutura de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento regional. A Professora Dra. Sandra Regina Ramalho e Oliveira, com brilhantismo, energia positiva e entusiasmo, realçou a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade. Para a Pró-Reitoria de Administração, acatei a indicação excelente feita pela ESAG do Professor Arlindo Carvalho Rocha, profissional muito experiente, ponderado e habilitado a resolver problemas complexos. Para a Secretaria de Planejamento, fiquei feliz em contar com a dedicação do Professor Jorge de Oliveira Musse, o qual muito me ajudou a compreender a gestão estratégica da UDESC e a estabelecer diretrizes e práticas de ação descentralizadas. Julguei, outrossim, fundamental reforçar o controle interno de gestão da Universidade, enfrentando de forma firme e transparente os diversos problemas operacionais que vinham sendo denunciados pela comunidade interna e externa, ao invés de privilegiar a via judicial e a decisão de gabinete. Para assumir a Controladoria Interna, pude contar com a confiança e o trabalho tenaz e ético do professor José Luiz Fonseca da Silva Filho. No Núcleo de Educação à Distância – CEAD, ponto nevrálgico para superação dos problemas que estavam à origem das dificuldades recentes da Universidade, convidei para sua Coordenação Geral o Professor Hipólito do Vale Pereira Neto, professor com valiosa experiência no Conselho Estadual de Educação, e para a Coordenação Pedagógica a Professora Neli Góes Ribeiro, em reconhecimento à sua pessoa e ao sucesso dos projetos pedagógicos. A eles vieram, nos dias seguintes, somar-se a competente Advogada Tânia Caldeira de Andrade e Silva na Procuradoria Jurídica e o Dr. Alessandro Andrade, pesquisador de destacado mérito acadêmico e administrativo, para intensificar o processo de captação de recursos para a pesquisa e pós-graduação. A equipe, de caráter plural, correspondeu amplamente às expectativas. Costumava dizer que “com um time da tamanha competência, confiança e comprometimento institucional, poderia administrar com sucesso qualquer universidade brasileira”.

               Assim passamos ao enfrentamento dos problemas e à análise e proposição de novos projetos, em audiência com autoridades externas e colaboradores internos. Em respeito à gestão do Reitor José Carlos Cechinel, pagamos normalmente a Folha de Pagamento sem desautorizar atos seus anteriores. Fomos em comissão em audiência ao Secretário do Estado da Administração, Marcos Vieira, a quem levamos vários pleitos de interesse do quadro de pessoal da UDESC e para os quais o Secretário encaminhou as soluções demandadas. Atendendo à reivindicação de Balneário de Camboriú, endossada pelo Deputado Dado Cherem, e às propostas da direção da ESAG, autorizamos a implantação naquela cidade do Curso de Graduação em Gestão Pública, embrião de um centro de formação de excelência na área da administração pública municipal e estadual. Aprofundamos a análise do Projeto Pedagógico de criação do Campus Oeste da UDESC. Autorizamos a continuação do Curso de Pedagogia na modalidade à distância e tomamos várias providências visando sanar os diversos problemas que vinham se agravando, com a formação de déficits orçamentários crescentes e a correspondente dificuldade de honrar compromissos e prazos, inclusive nos cursos oferecidos em outras regiões do país. O Secretário Jacó Anderle buscou agilizar os pagamentos pelo Estado correspondentes à participação dos servidores estaduais nesses cursos.  

                   Fiéis à orientação do Governador Luiz Henrique, procedemos à eleição do Conselho Universitário – CONSUNI e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, nos termos do Estatuto da UDESC atualizado pelo Decreto nº 302 de 30 de maio, que estabelecia também os procedimentos para a eleição do Reitor, o qual teria o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua posse, para tomar as medidas necessárias para a elaboração de novo Estatuto, Regimento Geral e Plano de Carreira, a serem aprovados pelo CONSUNI. As eleições dos conselhos superiores ocorreram num clima de cordialidade e democracia. A instalação dos conselhos e a posse dos eleitos aconteceram no dia 16 de junho, em sessão aberta e solene no auditório da UDESC. Entendi que esses fatos constituíram um passo importante para a Universidade, que elegera um nível de autoridade autônomo e interno mais amplo do que a autoridade do Reitor e que se colocava diante da possibilidade concreta de eleição democrática dos dirigentes e de formulação autônoma do Estatuto, concluindo aquela fase de transição antes dos 6 meses pré-estabelecidos. Anunciei a nova reunião dos conselhos superiores para o dia 27 de junho, com a finalidade de ultimar o processo de eleição do Reitor e Vice-Reitor e de criar a comissão do novo Estatuto e Regimento Geral. Tomamos também na reunião dos pró-reitores a decisão de apresentar à apreciação dos diretores de Centro, em reunião marcada para o dia 26 de junho, e ao CONSUNI o orçamento aberto do fluxo de caixa e das receitas e despesas projetadas, para, em conjunto, serem definidas as prioridades e as medidas saneadoras que se fizessem necessárias.

          No dia 17 de junho, terça-feira, quando da reunião do Colegiado do Governo do Estado, apresentei ao Governador um relato positivo da evolução havida na UDESC. Ele concordou com a liberação dos recursos para a educação à distância e mostrou-se muito receptivo ao pedido que lhe fiz de destinar à UDESC o Centro de Treinamentos liberado pelo BESC para ali se implantar um Centro de Pesquisa e Extensão, incluindo o terreno vazio anexo, para a expansão da Universidade.

       Pela manhã da quarta-feira, dia 18 de junho, começaram a chegar, porém, os comentários de que o Desembargador Anselmo Cerello havia concedido a liminar requerida pelo Reitor José Carlos Cechinel, anulando o ato de intervenção na UDESC para preservar a Autonomia Universitária. Esse fato veio a se confirmar.

             Não tendo havido sucesso na busca de uma solução acordada com o Reitor José Carlos Cechinel, que a condicionava à suspensão da reunião convocada do CONSUNI, o que eu não aceitava, e também com os representantes dos servidores técnico-administrativos, que haviam interposto Mandado de Segurança em juízo e que exigiam eleição paritária dos dirigentes da Universidade, o que eu igualmente não aceitava, e não tendo havido reversão da liminar, na tarde do dia 26 de junho, após despedir-me de minha equipe de pró-reitores, dei posse, no livro de atas, ao Reitor José Carlos Cechinel, o qual assumiu a direção da UDESC e suspendeu a reunião dos conselhos superiores convocada para o dia seguinte.

Relato feito com base em diário pessoal escrito por mim durante todo o período dos acontecimentos.

Florianópolis, 26 de agosto de 2009.

Antônio Diomário de Queiroz

 

ANÍBAL NUNES PIRES, PROFESSOR ALUNO

ANÍBAL NUNES PIRES, PROFESSOR ALUNO

 A lenda e a imagem de Aníbal Nunes Pires chegaram-me ao conhecimento antes de sua própria pessoa. Quando ingressei como professor no Instituto Estadual de Educação em 1963, Aníbal era percebido como um ícone, assim reverenciado pelos colegas de magistério.

Ele havia se aposentado recentemente do Instituto, e sua áurea de mestre ainda iluminava os ambientes da casa, animando as conversas das pessoas. Jovem professor de Português, ouvi do colega Silveira de Souza as lembranças do Círculo de Arte Moderna e do Grupo Sul. Destacava a liderança na literatura catarinense de Aníbal Pires, lente catedrático de matemática apaixonado por crônicas, contos e poesias.

Em 1965, aprovado no Vestibular, passei a freqüentar o Curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal de Santa Catarina. Naquela época, a matrícula nesse curso assegurava o direito ao registro de professor de Português no Ministério de Educação. Proporcionava-me também o aprendizado do Francês, com excelentes professores, preparando-me para o sonho do doutoramento na França.

Naquele ano, para minha surpresa, Aníbal Pires que já integrava o quadro da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, na condição de professor de literatura brasileira, apresenta-se como aluno e nosso colega de turma nas disciplinas Teoria da Literatura do professor Celestino Sachet e Literatura Portuguesa, da Professora Aurora Goulart. Certamente buscava nos ensinamentos desses dois extraordinários professores a complementação de sua formação em Economia, Direito e Contabilidade e de seu autodidatismo em Literatura. E o interessante é que se comportava em sala de aula como qualquer um de nós. Ajudava a animar o ambiente com suas perguntas, estórias e piadas. Quando as aulas se tornavam pesadas, cochilava. Tratava a gente com carinho e consideração, tendo prazer de filosofar e conversar sobre escritores e livros, avançando nos recreios e finais de aula, sem hora para terminar.

Em 1966, ele reapareceu como auxiliar do Professor Celestino Sachet nas saborosas aulas de Literatura Brasileira, que definia como “a expressão da realidade brasileira através da palavra”. Guardo as anotações dessas aulas. Aníbal, lendo-nos “O Anjo da Noite” de Cecília de Meireles, nos ensinava a crônica – “mensagem de fundo atual versando assunto contemporâneo que com o tempo perde o valor total do sentido”. A partir do Espelho Partido de O Trapicheiro de Marques Rebelo, nos conceituou o conto. Ele não teorizava muito. Pela entonação emotiva e inteligente da leitura, com pausas que davam o tempo para a gente aprender, ia pouco a pouco nos comprometendo de corpo e alma com a literatura.

Bem mais tarde, após ter retornado do doutoramento na França e lotado no Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da UFSC, recebi um exemplar da Inútil Palavra de Aníbal Nunes Pires, Edições Sanfona. Li suas poesias com prazer e saudades. Marcou-me o Poema Mordaz de seus Três Rumos:

Amigos, sou candidato!

Adeus, amigos;

Fui eleito! 

Em três versos concisos, proporcionou-me uma reflexão profunda sobre a atitude de candidatos e eleitos que tenho levado em consideração por toda a vida.

Aníbal se foi muito cedo. Percebeu nos seus versos Três Aleluias que a morte que o levou era a libertação. Mas nos deixou a Dúvida:

A vida fechou o boteco.

Ai de mim!

Beberei na morte?

 

  Florianópolis, março de 2006

  Antônio Diomário de Queiroz.

 

carta ao governador luiz henrique sobre posse na fapesc

                                                Florianópolis, 7 de março de 2007.

Prezado amigo e Governador Luiz Henrique,

         Eis a memória solicitada de nossa conversa sincera e aberta da última segunda-feira, em nome de uma amizade que vem dos bancos universitários, cultivada pela luta e pelos ideais da Terceira Força e da CEPAL.

    Em 2003, atendendo à sua convocação, assumi a direção da FUNCITEC, convicto de que iria ajudá-lo a ser o primeiro Governador a cumprir a determinação constitucional dos catarinenses, artigo 193, relativa à Ciência e Tecnologia. Se não for o Luiz Henrique, não será mais ninguém a ter essa coragem histórica, raciocinava então e assim me pronunciei no discurso de posse:

         “Esta posse pública no cargo de Diretor Geral da Fundação de Ciência e Tecnologia – FUNCITEC interrompe minha carreira acadêmica de docente e pesquisador nos programas de graduação e de pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. 

Que forças, que crenças e valores fizeram-me afastar, ao menos temporariamente, de um plano de vida que considerava definitivo e que tanta alegria e satisfação profissional me proporcionava? 

A presença do Governador Luiz Henrique da Silveira à frente do Estado de Santa Catarina, eleito para realizar um governo voltado para o futuro, constitui a primeira razão. Creio na pessoa do Governador Luiz Henrique, que se distinguiu no Ministério da Ciência e da Tecnologia por sua obra sempre admirada nos meios científicos e acadêmicos e que influiu, determinantemente, para a institucionalização dos órgãos e da política de Ciência e Tecnologia em Santa Catarina. Luiz Henrique da Silveira será o primeiro Governador catarinense a honrar o compromisso constitucional de liberar os recursos do art. 193 para a Ciência e a Tecnologia!”.

       Enquanto permaneci Diretor da FUNCITEC (FAPESC), esse sonho foi-se tornando gradativamente realidade, graças ao seu apoio decisivo!

        Em 2003, o relatório do Tribunal de Contas do Estado destacou que os recursos empenhados para cumprir a obrigação constitucional somaram, naquele ano, na FUNCITEC e no FEPA, 29,4 milhões de reais, alcançando 31,37% da obrigação de aplicar 93,7 milhões de reais, o que representou o maior percentual histórico até então realizado em Santa Catarina. Ainda assim, o Tribunal de Contas emitiu recomendação conclusiva determinando ao Estado promover ações visando a aplicação mínima em ciência e tecnologia prevista pela Constituição.        

    Em 2004, foi necessário um trabalho de convencimento muito árduo junto ao Grupo Gestor para preservar os orçamentos da FUNCITEC e do FEPA. O TCE reconheceu aplicação efetiva de apenas 17,7 milhões de reais em ciência e tecnologia, naquele ano, representando 17,36% da obrigação constitucional de R$ 102 milhões. Após análises das contra-razões do Governo do Estado, rejeitou incluir no cálculo as aplicações no custeio da EPAGRI, mantendo a ressalva e a recomendação de aplicação de recursos em ciência e tecnologia no mínimo dos 2% constitucionais..

         Em 2005, coincidindo com minha transferência para a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, só se empenharam R$ 19,0 milhões do Orçamento de R$ 68,7 milhões da FAPESC, incluindo a Diretoria de Pesquisa Agropecuária, substituta do FEPA. Paradoxalmente, a Lei Complementar 282 de fevereiro de 2005 e a Lei Complementar Estadual Nº 284, de 28 de fevereiro daquele ano, dispuseram sobre a aplicação conjunta pela FAPESC e EPAGRI da obrigação constitucional do Art. 193, que no ano aumentou para R$ 141,9 milhões.

         Em 2006, para um orçamento anual da FAPESC de R$ 40,0 milhões, foram liberados R$ 12,5 milhões, o suficiente apenas para pagar os compromissos com a RCT, Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia, alguns projetos isolados e as despesas operacionais da Fundação. No entanto, contando com a liberação desse orçamento, foram lançados vários editais públicos de pesquisa, autorizados pelo Governador, aumentando o passivo da instituição, além da aprovação de outros projetos e da contrapartida assumida para os programas nacionais.

        Pior situação é a do orçamento de 2007. O orçamento para a FAPESC proposto à Assembléia Legislativa com recursos do Tesouro, e aprovado, é da ordem de 20 milhões de reais, quando a obrigação constitucional de 2% se eleva a R$ 140 milhões.   Mesmo que o Tribunal de Contas do Estado aceite o entendimento de que o orçamento da EPAGRI seja incluído na obrigação constitucional, o Artigo 193 dispõe que, dos recursos da ciência e tecnologia, destine-se metade para a pesquisa agropecuária. Ou seja, não se preservou a outra metade para o orçamento da FAPESC. Esta situação de inconstitucionalidade do Orçamento Estadual foi denunciada ao Ministério Público, onde prospera.        

         Convidado para assumir a Presidência da instituição, é esta, em síntese, amigo Luiz Henrique, a situação encontrada na FAPESC: um passivo da ordem de 46 milhões de reais, para um orçamento de 20 milhões de reais e uma programação orçamentária e financeira autorizada pelo Tesouro de 9 milhões de reais. Teríamos ainda recursos extra-orçamentários de fontes nacionais da ordem de 20 milhões de reais, cuja liberação vem sendo bloqueada pelo não cumprimento da contrapartida estadual da metade desse valor.      

         Esses números me deixam diante de uma missão impossível! Como cumprir o extraordinário programa para a Ciência e Tecnologia, Capítulo 6 do Plano 15? Isso explica o porquê de não haver ainda assumido a Presidência da FAPESC. Por quase dois meses venho buscando uma solução junto às diversas áreas do Governo, com a articulação hábil e competente do Secretário Ivo Carminatti. Mesmo assim, tenho encontrado barreiras intransponíveis tanto ao nível legal quanto administrativo, financeiro e orçamentário.

         Acreditei que, com o Projeto de Lei Complementar de Inovação de Santa Catarina, teríamos encontrado uma solução para o problema, pela criação do Fundo Catarinense para a Ciência, Tecnologia e Inovação, concebido de forma coletiva e com a colaboração entusiástica do Secretário Jean Kuhlmann. A Lei está maravilhosa e vai ser por si só uma das metas muito bem realizadas do seu Plano 15. Mantenho a esperança de que será aprovada com destaque na Reforma Administrativa.

          O diálogo com diversas secretarias ajudou em muito, por suas análises e oportunas observações, a aprimorar o anteprojeto dessa Lei. Porém, sobre a viabilidade do Fundo, as considerações recebidas levaram ao impasse da escolha entre uma alternativa considerada por algumas pessoas proeminentes como inconstitucional e outras alternativas consideradas sem solução financeira e orçamentária. A única esperança seria sua arbitragem e decisão estratégica salvadora.

       Para não me alongar demasiadamente, prezado amigo Luiz Henrique, gostaria de reafirmar-lhe que a coisa mais importante que gostaria de fazer na vida continua sendo ajudar a torná-lo o primeiro Governador de Santa Catarina a cumprir a vontade dos catarinenses expressa no artigo 193 da Constituição e confirmada nas urnas por sua eleição e reeleição. Mas para isso preciso de condições de trabalho compatíveis com o desafio da missão. São elas:

  • Revisão do orçamento anual da FAPESC de 2007 para pelo menos 1% da obrigação constitucional, ou seja, R$ 70 milhões de reais, com programação orçamentária e financeira compatível, que permita honrar os compromissos da FAPESC, após aprofundado exame de sua pertinência, pagar as contrapartidas dos recursos federais e assegurar a realização do Plano 15.

  • Aumentar o orçamento anual para 1,5% em 2008 e 2% em 2009, incluindo nesse percentual os valores efetivamente alocados para a pesquisa agropecuária, via FAPESC e EPAGRI.

  • Assegurar a efetiva autonomia de gestão administrativa e financeira da FAPESC, inclusive na escolha dos dirigentes, sob sua pessoal orientação.

  • Aprovar a Lei Catarinense de Inovação junto com a Reforma Administrativa proposta à Assembléia Legislativa, afirmando o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

    Com estas condições atendidas, valerá a pena sacrificar novamente a família e toda a vida pessoal, em função do coletivo. Estou convencido de que cada centavo será muito bem aproveitado a favor do futuro de Santa Catarina. Um país que padece tanto das injustiças sociais, decorrentes de seu passado, precisa afirmar as esperanças em governantes, como Você, que são capazes de construir um mundo melhor. E garanto que os recursos aplicados vão se multiplicar, não só pelas contrapartidas dos agentes financiadores, dos empresários e das instituições educacionais, mas sobretudo pela criação de riqueza e de qualidade de vida que a ciência, a pesquisa e a inovação proporcionam.

Com toda estima e admiração,

                                               Diomário Queiroz.

 

Subsídios para entrevista do senador Luiz Henrique no MCTI

Subsídios para entrevista do Senador Luiz Henrique no MCTI

Prezado amigo Luiz Henrique, eis os subsídios solicitados:

  1. Há concordância entre as pessoas consultadas* de que o objeto principal da audiência seja a Emenda Parlamentar da Bancada Catarinense (31R$ milhões) para apoio aos projetos (Parques, Polos, Centros de Inovação e outros) doInova@SC, da SDS. Há o reconhecimento unânime da importância da sua liderança pessoal para que a mesma fosse aprovada.

  2. No âmbito da ACATE, o Presidente Rui Gonçalves está apoiando alguns projetos do Inova@SC por meio do I3Instituto Internacional de Inovação, criado para ser o agente de inovação das empresas a partir de parcerias internacionais. Falta credenciar-se no CATI, a nível nacional, solicitando ajuda nesse sentido. O Instituto abriga a cooperação com a França, em parceria com a École Nationale de Saint Etienne, e está organizando um Workshop de Inovação em Microeletrônica, a realizar-se em Florianópolis, em outubro,19, dia da inovação. O SEBRAE assegurou R$ 200.000,00 para sua realização, sendo necessários novos apoios. Deverá estar presente o Professor Robert Germinet para reanimar a iniciativa da criação do sonhado Centro de Eletrônica. Conta a favor o bem sucedido projeto de desenvolvimento do chip flexível orgânico com aplicações na área médica, em parceria com a UFSC, coordenado pela Dra. Janice Koepp e que necessita de novo aporte financeiro para sua continuidade. 

  3. Ainda no âmbito da ACATE, estão sendo desenvolvidos outros projetos que merecem apoio e poderiam ser referência para programas do MCTI a nível nacional, como o Geração TEC,que está capacitando 3000 técnicos em várias regiões de SC, a partir de mapeamento dos recursos humanos de 765 empresas de base tecnológica; o projeto Juro Zero, realizado com apoio da Finep, que alavancou o crescimento de 39 empresas catarinenses de base tecnológica e que mereceria ser retomado por aquela agência financiadora; o Pólo de Games, que requer apoio sistêmico para consolidar-se como  

  4. NaFundação CERTI, o Professor Schneider destaca dois projetos de grande importância para Santa Catarina, em fase avançada de análise, que dependem de decisões jurídicas do MCTI: o Labelectron Nucleador e o aporte, via FINEP, de recursos para formação de Fundo de Investimento de Seed/Venture Capital para empresas de SC.

  5. Também foi a Fundação CERTI nominada pelo Ministro Mercadante como um próximo integrante do EMBRAPII, programa de apoio à inovação nas empresas por meio de ICTIs, na linha do sonhado modelo de financiamento de base. A Fundação coordena outrossim projetos  da Rede de Inovação Eletrônica para Produtos e da Rede de Serviços Tecnológicos em Metal Mecânica, de caráter nacional, do SIBRATEC. Nesse Programa a SOCIESC coordena projetos na área de serviços e extensão tecnológica. Esses programas precisam ser fortalecidos e agilizados. 

  6. Vários outros projetos de muita importância para o Estado e o País estão sendo liderados pela Fundação CERTI e poderiam ser exponencializados pelo apoio do MCTI: o Centro de Farmacologia Pré-Clínica localizado no Sapiens Parque assume a etapa fundamental da viabilização da produção de fármacos no Brasil e será o âncora do cluster  de Life Science; Terras Raras e Prótesesprecisam ser acionados; o sucesso do Sinapse da inovação e sua metodologia, com criação de centenas de pequenas empresas inovadoras catarinenses, poderia ser referência para um programa nacional dessa natureza.

  7. O Sinapse da Inovação é operacionalizado por meio da Para o Presidente Sérgio Gargioni, a destinação ao programa de um lote de 200 bolsas tipo RHAE, para contemplar os 100 projetos da edição deste ano, teria uma repercussão extraordinária para a alavancagem dessas empresas, conforme experiências anteriores bem sucedidas. Por outro lado, a Fundação aguarda a conclusão do acordo FINEP e FAPs para operar a modalidade subvenção, que tão bons resultados alcançou em Santa Catarina por meio do PAPPE. A Fundação continua também convicta da importância do projeto CLIMASUL apresentado ao MCTI para articular e fortalecer sistema regional de prevenção às catástrofes naturais, abrangendo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, num sistema modelo para o Brasil.

  8. Em relação ao Sapiens Parque, além da fundamental liberação da Emenda Parlamentar de SC que viabilizará soluções importantes de infraestrutura física urbanística, o MCTI poderá dar um grande impulso e apoio se direcionar recursos do CTInfra,Subvenção e Fundos Setoriais para projetos de Institutos Tecnológicos instalados nesses Parques Tecnológicos. Também seria urgente a liberação dos recursos do Edital de Apoio a Parques Tecnológicos lançado pela Finep ao final de 2010 e fortalecer e ampliar esse tipo de iniciativa.

  9. Na Federação das Indústrias de Santa Catarina, oPresidente Glauco Corte anunciou a Inovação Tecnológica como questão estratégica e prioritária. Pelo Instituto Euvaldo Lódi, o Presidente Natalino Uggioni prioriza a aprovação e liberação de recursos da ordem de R$ 5 milhões para fortalecimento da plataforma de inovação nas empresas de tecnologias de informação e comunicação de SC, o PLATIC 2012-2014, encaminhado à Presidência da FINEP. E igualmente considera fundamental a continuidade do PRONIT, para assegurar a conclusão da rede de NITs do Estado.

  10. Há ainda importantes projetos e iniciativas que poderiam ser priorizados pelo MCTI, dentre as quais se mencionam: implementação dos dispositivos da Lei de Inovação, no âmbito nacional, estadual e municipal, em esforço coordenado pelo Ministério; descontingenciamento dos fundos setoriais para CT, inclusive Fust e Funtel; regionalização do sistema nacional de CT&I e reforço institucional das

Eis, caro Luiz Henrique, em 10 itens, alguns subsídios. Sua experiência e seu faro político das oportunidades saberá selecionar o que seja cabível na audiência.

Contactei também o Professor Rubão da ENA. Estava na Alemanha articulando novos cursos. A Secretaria da Fazenda tem assegurado o custeio da Escola, pela Fonte 240, com recursos gerados por seus próprios cursos. Agradecem a sua ajuda para normalizar a situação.

Rui Gonçalves e os demais líderes com quem falei colocam-se à disposição para fornecer todos os elementos de informação que Você precisar em Brasília e teriam prazer de recebê-lo em Florianópolis para mostrar seus projetos ou conversar sobre políticas e programas e projetos de CT&I, inclusive reunindo os pequenos empresários desta área.

Espero ter atendido ao seu telefonema e me coloco à sua disposição, com um grande abraço, Diomário.

Florianópolis,  6 de fevereiro de 2012.

Pessoas Consultadas: Carlos Alberto Schneider,

José Eduardo Fiates, Rui Gonçalves, Sérgio Gargioni, Natalino Uggionni, Rubens de Oliveira

 

OPENING CEREMONY POLYMER PROCESSING SOCIETY

OPENING CEREMONY

POLYMER PROCESSING SOCIETY (PPS) 2004

Prof. Dr. Antônio Diomário de Queiroz

Diretor Geral da FUNCITEC

Ladies and Gentlemen,

In Santa Catarina, the role of FUNCITEC is to promote scientific and technological development by means of sponsoring research and integration of the scientific institutions, business corporations, government and society. In this way we salute the fact the Polymer Processing Society 2004 Americas Regional Meeting is being held in Florianópolis. We salute the best specialists and engineers worldwide in the field of polymer processing, representing the industrial and academic areas. We hope that the interchange of information, the scientific works and the technical discussions lead to a suitable environment for arising important innovations for the economical and social development.

The process of academic expansion in Santa Catarina is being led by policies of education, science and technology aiming to support the programs of regional development in a new model of decentralization. The universities integrate with the economical and social agents through the Regional Development Councils settled all around the State. FUNCITEC joins this process of development providing access to the Internet through the state network of science and technology. It supports the actions of research, community extension and innovation, by means of several programs towards the enhancement of the potentialities of the local productive arrangements.

The age of information, by intensifying the communication process among people worldwide, incorporates the concept of innovation in conjunction with science and technology. Innovation is the convergence of the history of several people and organizations towards a solution of future. We understand that the public policies of Science, Technology and Innovation constitute the support for the dynamic of the process of economical and social development with fair distribution of income and social inclusion. With this understanding the Brazilian National Congress is approving the New Law of Innovation. This Law aims to encourage the joint action of academic institutions and business corporations in order to create and disseminate the scientific and technological novelties in favor of the improvement of the quality of life of the population. This fact points out how opportune it is the PPS 2004 Americas Regional Meeting to being held in Florianópolis. And it highlights how welcome to Brazil would be the world event in 2007. In case it will be held Florianópolis in 2007, we can anticipate from now the state government support to the event.

Obrigado!

 

DISCURSO DE POSSE funcitec

DISCURSO DE POSSE
FUNDAÇÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – FUNCITEC
ESTADO DE SANTA CATARINA
ANTÔNIO DIOMÁRIO DE QUEIROZ
FLORIANÓPOLIS, 06 DE FEVEREIRO DE 2003 

Exmo. Sr. Governador Luiz Henrique da Silveira

Exmo. Sr. Secretário de Estado da Educação e Inovação de Santa Catarina, Professor Jacó Anderle

Exmas autoridades…..(inclusive Presidente do CRC, Juarez Carneiro)

Magníficos Reitores

Digníssimos Srs. Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação

Digníssimo Sr. Diretor de Pesquisa e Inovação da Secretaria do Estado de Educação e Inovação, Dr. Lauro Wittmann

Ilustríssimos Srs. membros do Conselho Superior da FUNCITEC

Ilustríssimo Sr PauloLuna, Diretor Geral da FUNCITEC no exercício findo. (e o corpo de pessoas da FUNCITEC)

Ilustríssimos Srs. Diretores da SBPC, do Fórum de Ciência e Tecnologia de todos os órgãos relacionados à ciência e à tecnologia

Prezados professores e pesquisadores, (destacar Stemmer e Sílvio Coelho dos Santos)

Prezados acadêmicos de graduação e pós-graduação

Prezados servidores técnicos e administrativos atuantes na área de ciência e tecnologia

Queridos familiares (destacar Maike) e amigas e amigos

Senhoras e Senhores 

Esta posse pública no cargo de Diretor Geral da Fundação de Ciência e Tecnologia-FUNCITEC interrompe minha carreira acadêmica de docente e pesquisador nos programas de graduação e de pós-graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina.

Que forças, que crenças e valores fizeram-me afastar, ao menos temporariamente, de um plano de vida que considerava definitivo e que tanta alegria e satisfação profissional me proporcionava?

A presença do Governador Luiz Henrique da Silveira à frente do Estado de Santa Catarina, eleito para realizar um governo voltado para o futuro, constitui a primeira razão. Creio na pessoa do Governador Luiz Henrique, que se distinguiu no Ministério da Ciência e da Tecnologia por sua obra sempre admirada nos meios científicos e acadêmicos e que influiu, determinantemente, para a institucionalização dos órgãos e da política de Ciência e Tecnologia em Santa Catarina. Luiz Henrique da Silveira será o primeiro Governador catarinense a honrar o compromisso constitucional de liberar os recursos do art. 193 para a Ciência e a Tecnologia!

Creio, igualmente, na pessoa do Professor Jacó Anderle, Secretário de Estado da Educação e Inovação, ao qual se vincula a FUNCITEC. Ele é referência ética, político sensível e habilidoso, sempre coerente na defesa da cidadania e de condições dignas de vida para todas as pessoas. O convite formulado por intermédio do Professor Jacó Anderle para compor sua equipe de trabalho avalizou-me a convicção de que poderia conduzir a FUNCITEC na direção da prioridade social. No médio e longo prazos, somente ações e programas de governo alicerçados em pesquisas científicas e tecnológicas e na valorização das potencialidades regionais resultará na justa inclusão social em nosso país.

Essa condição, encontrei-a consubstanciada no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como no respectivo Orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa, que traduzem a proposta do Plano 15 de Governo com suas características e prioridades eleitas pela sociedade catarinense. O relatório do Grupo de Trabalho de transição, coordenado pelo competente professor Dr. Neri dos Santos, consolidou meu convencimento de que é possível neste governo realizar um trabalho sério e participativo, respaldado e aprimorado por todas as instituições e pessoas que vivem a educação, a ciência e a tecnologia.

Acredito profundamente no poder que têm essas pessoas e instituições de transformar o mundo para melhor. Convivendo no cotidiano do ensino, da pesquisa e da extensão universitária, sei quanto os professores, pesquisadores, alunos e servidores se preparam para construir esse novo mundo. E sei também quantas frustrações estão abafadas em suas almas, pelos sucessivos arrochos orçamentários a que estão sendo submetidos, pelo descaso e desrespeito ao seu trabalho, pelo excesso de burocracia, pela falta de transparência e de continuidade na liberação dos parcos recursos que vêm sendo destinados à pesquisa.

Percebo que existe em nosso país um amplo espaço de oportunidades para todos que queiram trabalhar pela educação, ciência e tecnologia. É preciso somar esforços, dinamizar o valioso patrimônio humano de mais de 1000 doutores e 3000 mestres trabalhando em Santa Catarina, racionalizar a utilização dos recursos disponíveis, criar condições para a ação integrada e multidisciplinar, promover a utilização das novas tecnologias da comunicação e da informação na modernização do Estado e no aprimoramento de processos que agreguem valor aos produtos. Todas as universidades, por definição, e pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, merecem ser apoiadas para que atinjam a plenitude dessas funções e para que cumpram sua vocação regional.

Enfim, vive-se no Brasil e em Santa Catarina o momento da esperança. Para que essa esperança se transforme em ações e programas de solução efetiva dos problemas sociais que nos afligem é preciso que cada um dê um pouco de si, que cada um faça a sua parte.

Por essas razões, por essas crenças e valores, e pelo tempo em que perdurar a confiança que me atribuem os dignos governantes de Santa Catarina e que me respalda a comunidade acadêmica, retorno ao exercício da administração superior em ciência e tecnologia, cônscio das responsabilidades, dos desafios, dos sacrifícios, do árduo trabalho e das novas alegrias que isso significa.

Ouso voltar porque sei que não estou sozinho. Tomam posse hoje ao meu lado dois excelentes profissionais identificados aos princípios que enunciei, o Dr. Edgar Augusto Lanzer na função de Diretor Técnico Científico e o Engenheiro e Administrador Vladimir Álvaro Piacentini, como Diretor Administrativo. Na FUNCITEC fui apresentado a um quadro de pessoas que me causou excelente impressão. Em minha família encontro sempre o amor que renova as energias. Em Deus, a tranquilidade interior. E a presença amiga, neste ato, de tantas pessoas dispostas a colaborar, ávidas que aflorem as condições motivadoras do trabalho, reforça minha certeza de que poderemos dar um avanço substantivo nas contribuições de grande valor que realizaram todos os nossos antecessores nesta área de Ciência e Tecnologia em Santa Catarina.

O Plano de Ciência e Tecnologia do Governador Luiz Henrique da Silveira prevê algumas ações motivadoras que se pretende implementar desde os primeiros meses: o lançamento de um Edital Universal para contemplar a demanda espontânea em todas as áreas do conhecimento; ampliação do número de escolas atendidas pela Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia; lançamento do plano de implantação de dois Parques de Inovação para Promoção do Desenvolvimento Regional; lançamento de um programa de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento em arranjos e cadeias produtivas de áreas estratégicas. Contempla também várias outras ações específicas e estruturantes de Ciência e Tecnologia, articuladas com diversas instituições e outras áreas de governo. Esse Plano oferece uma plataforma básica para a ação da FUNCITEC. Certamente, porém, ouvindo as sugestões dos poderes constituídos, do Conselho Superior da Fundação, dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento, das universidades e de todas aquelas pessoas e instituições que se proponham a compartilhar responsabilidades, será possível o constante aprimoramento coletivo da política de ciência, tecnologia e inovação do atual governo catarinense.

Fiel aos princípios do pluralismo e do respeito mútuo, estou aberto a críticas e sugestões. Convido a todos que queiram trabalhar a favor da Ciência e da Tecnologia, para, juntos, superarmos as grandes dificuldades e limitações que nos cerceiam. Não gostaria, porém, de suscitar falsas expectativas.

Assim sendo, concluo este discurso com uma única promessa: no exercício das funções de Diretor Geral da FUNCITEC prometo que todas as minhas decisões e que todos os meus atos serão pautados exclusivamente pelos mais elevados propósitos da Ciência e da Tecnologia e pela promoção do desenvolvimento social em Santa Catarina.

                         Disse.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCURSO DE POSSE na fapesc

DISCURSO DE POSSE

FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA DO ESTADO DE SANTA CATARINA – FAPESC

ANTÔNIO DIOMÁRIO DE QUEIROZ

FLORIANÓPOLIS, 16 DE ABRIL DE 2007

Exmo. Sr. Governador Luiz Henrique da Silveira

Exmo. Srs. Secretários de Estado de Desenvolvimento Sustentável, de Educação, Ciência e Tecnologia, de Agricultura….

Exmo Secretário de Articulação, Ivo Carminatti, e outros Secretários presentes

Magníficos Reitores

Digníssimos Srs. Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação

Ilustríssimos Srs. membros do Conselho Superior da FUNCITEC

Ilustríssimo Sr Vladmir Piacentini, Presidente da FAPESC no exercício findo (e o corpo de pessoas da FUNCITEC)

Ilustríssimos Srs. Diretores da SBPC e de todos os órgãos relacionados à ciência e à tecnologia,

Prezados professores e pesquisadores

Prezados acadêmicos de graduação e pós-graduação, que saúdo em nome do Tiago, Presidente da UCE

Prezados servidores técnicos e administrativos atuantes na área de ciência e tecnologia,

Queridos familiares (homenagear Maike in memoriam) e amigas e amigos

Senhoras e Senhores,

 

Eis-me assumindo as honrosas funções de Presidente da FAPESC!

Este momento solene me leva a parodiar a indagação de princípios que me fiz ao tomar posse na direção da FUNCITEC:

“Que forças, que crenças e valores fizeram-me afastar, ao menos temporariamente, de um plano de vida que considerava definitivo e que me conduzia naturalmente ao tempo privilegiado das doçuras do convívio amoroso com filhos e netos, uma nova Rosa nos jardins?”

A presença do Governador Luiz Henrique da Silveira à frente do Estado de Santa Catarina, re-eleito para realizar um governo voltado para o futuro, continua sendo a primeira razão. Mantenho inabalável a confiança na pessoa do Governador Luiz Henrique, que se distinguiu no Ministério da Ciência e da Tecnologia por sua obra sempre admirada nos meios científicos e acadêmicos e que influiu, determinantemente, para a institucionalização dos órgãos e da política de Ciência e Tecnologia em Santa Catarina. Reitero a convicção de que Luiz Henrique da Silveira será o primeiro Governador catarinense a honrar o compromisso de liberar para a Ciência e a Tecnologia os recursos do artigo 193 da Constituição do Estado!

A minha posse está respaldada por decisão do Governador Luiz Henrique de reforçar o orçamento da FAPESC no presente exercício e de fortalecer a autonomia de gestão, com programações orçamentária e financeira que assegurem as condições mínimas indispensáveis para sanar o passivo, honrar os compromissos da Fundação e colocá-la nas perspectivas de cumprir, nos quatro anos, seu programa de governo voltado à construção de um mundo melhor.

Reafirmo, em segundo lugar, a crença de que, no médio e longo prazos, são as ações e programas alicerçados na inovação resultante de pesquisas científicas e tecnológicas que valorizam as potencialidades regionais e levam à inclusão social. Aceito presidir a FAPESC porque exercerá um papel importante na sustentação do processo de desenvolvimento de Santa Catarina, estimulando a geração de novos conhecimentos vocacionados à gestão descentralizada democrática, ao equilíbrio regional, à distribuição justa de emprego e renda, à melhoria da qualidade de vida de todos os catarinenses. Esta é a razão fundamental da vinculação da FAPESC à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável: o apoio dedicado e firme aos planos e programas do competente, entusiasta e dinâmico Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Jean Jackson Kuhlmann!

A terceira razão para aceitar este novo desafio público, consciente da alta responsabilidade pessoal e social que envolve e da árdua carga de trabalho e de sacrifícios que me impõe, diz respeito ao compromisso de vida que tenho com o futuro dos jovens que se dedicam a aprender de corpo e alma na expectativa da realização profissional e que almejam oportunidades dignas de trabalho e renda. É preciso assegurar a esses jovens essas oportunidades! Convivendo cotidianamente com a educação, o ensino, a pesquisa e a extensão, sei profundamente quanto os professores, os pesquisadores e os servidores das instituições educacionais, em todos os níveis e modalidades, podem fazer para construir esse novo mundo da era do conhecimento às crianças e aos jovens. E sei também que é preciso um forte compromisso de todos, para assegurar à comunidade acadêmica os meios de trabalho que superem tantas frustrações abafadas na alma, pelos sucessivos arrochos orçamentários, pelo descaso e desrespeito profissional, pelo excesso de burocracia, pela falta de transparência e de continuidade na liberação dos recursos que vêm sendo destinados à educação de qualidade.

Para o enfrentamento desses problemas, o Plano 15 dos candidatos Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan, aprovado pelo voto dos catarinenses e consubstanciado em seus programas de governo, oferece a direção estratégica correta de “ampliar a abrangência e competência, para fortalecer o sistema catarinense de ciência e tecnologia.” A Lei de Inovação Catarinense será brevemente apresentada à Assembléia Legislativa, para consolidar o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fundamenta-se no reconhecimento de que as inovações que proporcionam o futuro melhor são favorecidas pela ação integrada e articulada das instituições acadêmicas e de governo e das empresas industriais, agrícolas, comerciais e de serviços responsáveis pela efetivação dos processos produtivos.

Assim, como disse o Secretário de Estado Paulo Bauer, “a FAPESC continuará a manter seu vínculo natural e seus compromissos com a educação”. A Fundação continuará também apoiando a Pesquisa Agropecuária, conforme entendimento coincidente com o do Dr. Murilo Flores, lúcido Presidente da Epagri, que precisa assegurar os efetivos recursos para a pesquisa de seu qualificado quadro de profissionais. E esse apoio continuará se estendendo às demais áreas de governo, como a saúde, segurança, desenvolvimento social, em suas ações inovadoras. A nível Federal, a permanência do Ministro, Dr. Sérgio Resende no Ministério de Ciência e Tecnologia, assegura um relacionamento amigo, sincero e integrado de cooperação mútua que se estenderá a todos os organismos responsáveis pelo desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil.

A realização desta posse na Federação das indústrias é uma sinalização do compromisso do trabalho conjunto para a inovação na indústria e valorização dos arranjos produtivos locais. A FAPESC atenderá as orientações governamentais, que preconizam, por exemplo, avançar na política de incentivos às empresas de serviço de base tecnológica, apoiar os núcleos de inovação tecnológica nas instituições acadêmicas e empresariais, estabelecer parcerias entre instituições públicas e entidades privadas atuantes em todo o Estado de Santa Catarina, modernizar a gestão pública, usando, intensivamente, as tecnologias de informação e comunicação, implantar centros de inovação e ampliar a rede de incubadoras e condomínios empresariais, com base na vocação de cada microrregião, apoiar a cooperação entre universidades catarinenses e destas com aquelas de vanguarda do país e do exterior no ensino, na pesquisa e na capacitação dos docentes.

Volto ao governo na companhia de uma equipe de confiança, coesa e trabalhadora. Tomam posse ao meu lado na direção da FAPESC excelentes profissionais de alta competência técnica, científica e tecnológica, com identidade de princípios e fiéis ao governo.   O Dr. em Química César Zucco assumirá a função de Diretor Técnico Científico, secundado pelo Professor Miguel Pelandré, tendo sido ambos excelentes membros de minha equipe diretiva quando Reitor da UFSC. O Engenheiro Agrônomo, Dr. Zenório Pianna, será o Diretor de Pesquisa Agropecuária, tendo na gerência o experiente Adenau Dilmar Franke. A Diretoria Administrativa e Financeira será exercida pela admirável Professora Maria Zilene Cardoso, apoiada pelo Dr.Gilberto Montibeller Filho. Para a Procuradoria Geral, a FAPESC contará novamente com os diligentes e excepcionais serviços do Advogado Marco Antônio Azambuja. O Engenheiro e Administrador Vladimir Álvaro Piacentini, a quem agradeço e reconheço o mérito de haver dirigido a Fundação com muita competência, será o Coordenador da Rede de Ciência e Tecnologia, com a importante missão de fortalecer a infraestrutura atual em banda larga, num ainda mais amplo processo de inclusão digital. Terá o suporte direto e eficiente do Gerente de Redes Juarez Lopes. Reencontro na FAPESC um quadro de pessoas diligentes e capazes, altamente qualificadas, nas funções de coordenadores de projetos e agentes administrativos. Em minha família renovo sempre o amor, base de minhas energias. Em Deus, encontro proteção e a tranqüilidade interior. E a presença amiga, neste ato, de tantas pessoas dispostas a colaborar, reforça minha certeza de que é possível dar um avanço substantivo nas contribuições de grande valor que realizaram todos os nossos antecessores dirigentes da Fundação.

Continuarei administrando de forma participativa, plural e aberta, ouvindo com atenção e respeito as sugestões e diretrizes dos poderes constituídos, do Conselho Superior da Fundação, dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento, do Conselho Estadual de Ciência , Tecnologia e Inovação, das universidades e de todas aquelas pessoas e instituições que se proponham a compartilhar responsabilidades, no constante aprimoramento coletivo da política de ciência, tecnologia e inovação do atual governo catarinense.

Para não suscitar falsas expectativas, concluo este discurso com a mesma e única promessa do dia da posse na FUNCITEC: no exercício das funções de Presidente da FAPESC prometo que todas as minhas decisões e que todos os meus atos serão pautados exclusivamente pelos mais elevados propósitos da Ciência e da Tecnologia e pela promoção do desenvolvimento social em Santa Catarina.

Disse.

 

resumo: sucesso sem stress

                        Dr. Artur Zular é formado em clínica médica, cardiologia e psicossomática. No atendimento aos seus pacientes, observou que “atrás de cada queixa física há um problema emocional”. Assim sendo, acredita que a saúde da pessoa, além do bem-estar físico, psíquico e social, deve incluir o bem-estar espiritual, a crença num ser superior e divino.

                        SUCESSO SEM STRESS é o tema do livro que escreveu então, “para que você possa chegar aos cem anos saudável, com a mente lúcida e com pleno sentimento de realização”. Estas páginas apresentam um resumo de suas sugestões para que todos alcancem qualidade de vida e sucesso.

                        Na primeira parte, o Dr. Zular conversa sobre a importância do sucesso para a qualidade de vida e a saúde de cada um de nós. Apresenta caminhos para aprender a lidar com o stress, seus tipos, origens, situações em que ele se instala. A pessoa que consegue controlá-lo pode fazer dele um aliado para o sucesso.

                        Na segunda parte, ele sugere, de modo positivo, algumas dicas para uma existência prazerosa, com vida saudável, bem-estar e harmonia. Destaca a importância da alimentação, os benefícios do esporte, o papel importante do prazer e da espiritualidade para a prevenção do stress e da doença.

PRIMEIRA PARTE – SUCESSO E QUALIDADE DE VIDA 

                       Sucesso                   

                   O Dr. Zular nos ensina que “ter sucesso é estar em harmonia em todas as esferas da existência”, mantendo o equilíbrio físico, psicológico, social e espiritual em todas as etapas da vida.

                     Uma pessoa de sucesso usa sua inteligência emocional para lidar com as questões do cotidiano. Trabalha com dignidade, valorizando seus potenciais e fazendo o bem para si mesmo e para os outros. Isto possibilita evitar o stress e entender as exigências da vida sem sofrimento, de acordo com as possibilidades reais de cada um. O conceito de sucesso “passa por uma profunda reflexão sobre nossas relações sociais, no trabalho e na família, com os amigos e na comunidade, com o ‘eu’ interior e com seu correspondente no macro universo”.

                        Mesmo vivendo numa sociedade capitalista, não se deve confundir sucesso com a busca desenfreada por dinheiro. Para qualquer nível de renda, o importante é usar o dinheiro, aproveitando as comodidades que pode trazer, fazendo o bem e priorizando as necessidades mais importantes.

                        Sucesso, destaca o Dr. Zular, “é trabalhar com aquilo de que se gosta”. A pessoa deve ocupar-se com alguma atividade que lhe proporcione prazer. Assim, evita uma das principais causas do stress: “trabalhar brigando com a realidade”. O ideal é trabalhar lado a lado com os colegas, de maneira harmoniosa.

                        A gente deve trabalhar sempre, mesmo depois de aposentado. Ser aposentado não significa ser inativo. O indivíduo em atividade adoece menos. Mas o recomendado é trabalhar sem stress, no limite das suas forças e capacidades. Ter sucesso é encontrar em todas as idades novos caminhos que possibilitem fazer de cada minuto uma experiência mágica.

                        Qualidade de vida

                         Uma vida satisfatória é o bem maior que uma pessoa pode almejar. O Dr. Zular é afirmativo: “As conquistas só valem a pena quando acompanhadas de tranquilidade emocional, saúde física, relacionamentos familiares e sociais que tragam satisfação e bem-estar. Esse é um aspecto importante da qualidade de vida”.

                        A saúde é uma conquista possível. Para isso, torna-se fundamental adquirir hábitos saudáveis, evitar vícios como o álcool, o cigarro e outras drogas, ter alimentação que contemple todas as necessidades nutricionais e que seja proporcional ao gasto energético diário da vida.

                        Não podemos nos esquecer, entretanto, que às vezes a doença vem. Normalmente aparece na nossa área de menor resistência, isto é, aquela em que temos predisposição de problematizar. Nesse sentido, como afirma o Dr. Zular, “a doença nada mais é do que a materialização de uma angústia, um conflito. É a conciliação entre nossas pulsões (nossa necessidade de reagir) e nossos mecanismos de defesa (que não nos permitem reagir, porque não seria social ou pessoalmente aceitável). A doença é um substituto de uma satisfação instintiva, ou seja, é consequência de um processo de repressão”.

                        Somos um todo formado de mente e corpo. Daí o aparecimento da doença psicossomática. Alguns exemplos: gastrite, colite, alergias, úlceras, rinites, cefaleias, diarreia, crises hipertensivas, anorexia, obesidade. Seu tratamento deve levar em conta também suas causas emocionais. Mas mesmo quando a doença tem outras causas, precisamos às vezes que ela aconteça para empreender uma reorganização geral dos aspectos que desequilibram nossa vida.

                        Entendendo o Stress

                        Assim o Dr. Zular define o stress: “É o conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço de adaptação”. Explica ele que o desgaste não se refere à situação em si, como muitos pensam, mas é o resultado dela.

                  No livro, apresenta quatro tipos de stress: agudo, sequencial, intermitente crônico e crônico. Esclarece que existe um stress bom, porque a dose de adrenalina produzida prepara para reações positivas como o amor, a defesa pessoal, as competições atléticas ou outras situações novas e desafiadoras. No entanto, existe também o stress ruim, aquele que nos paralisa, que desequilibra, que vai nos comendo por dentro e que provoca as doenças.

                 Seja o stress bom ou ruim, ele é sempre consequência de uma expectativa, em geral a expectativa de alcançar um objetivo, à qual se dá o nome de ansiedade. Por isso é importante fixar objetivos possíveis de ser alcançados, com final feliz. Isso vale também para ser aplicado na educação das crianças. Muitas crianças de hoje estão estressadas por uma agenda extenuante de estudo e trabalho que não contempla seu direito de brincar. Ou se estressam quando são feitas cúmplices contra algum membro da família, o que gera sentimentos de culpa.

                        O Dr. Zular expõe a Síndrome Geral da Adaptação do organismo às mudanças. As fases de alarme, de resistência e de esgotamento podem provocar diversos impactos no organismo humano, inclusive os riscos de desenvolver câncer. No livro, o leitor pode consultar escalas de stress para adultos e jovens e testes para medir o nível de stress.

 SEGUNDA PARTE – SUCESSO SEM STRESS

                                 Prevenção e prazer

                       Na maioria das vezes é possível vencer o stress, como propõe o Dr. Zular na segunda parte de seu livro: “Se não podemos evitar aquilo que causa o stress, isto é, as situações que nos levam a sofrer desgastes emocionais e físicos, podemos aprender a lidar com elas a ponto de que não nos causem mais stress”.

                           O primeiro passo é manter uma postura ativa e positiva de ação, usando nossas energias construtivas, num esforço consciente, para enfrentar nossas forças destrutivas e abrir o caminho para novos referenciais de vida. É melhor prevenir do que remediar, não buscando apenas a cura ou solução dos males, mas atuando no sentido de evitá-los.

              O segundo passo é tornar a vida mais prazerosa. Os pequenos prazeres temperam o dia a dia, assim como os grandes prazeres. Um prazer que a correria diária tira do homem moderno é o lazer, aquele momento agradável dedicado a fazer algo que a gente gosta muito.

             O lazer nos ajuda a desacelerar o ritmo estressante ao qual submetemos o nosso organismo. Um pouco de ócio, o cultivo de um hobby, os momentos mágicos com os filhos e netos, o aconchego do cônjuge, um sono à vontade, uma boa leitura, as orações e a espiritualidade em dia, tudo isto nos faz desacelerar. Sorrir rejuvenesce, e ocupar-se com pensamentos positivos ajuda a realizar coisas construtivas.

                Vencendo a ansiedade e as artimanhas do coração

       Muitas vezes sofremos por antecipação por problemas que jamais irão acontecer. O resultado é a ansiedade, um potente fator de corrosão da saúde. O Dr. Zular nos ensina que “é necessário fazer as pazes com a realidade que nos cerca e modificar a forma de pensar as agruras do dia a dia. Isso se chama dessensibilização. Se Você não se mostrar tão sensível aos problemas cotidianos e àquilo que interpreta como causas do mal-estar, seu grau de stress diminuirá”.

            Outra maneira de manter a ansiedade sob controle é definir objetivos possíveis e evitar fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Isto nos deixa tensos e ansiosos. A ansiedade gera a angústia e a angústia gera doenças.

        Outro grande fator gerador de ansiedade é a sensação de estar velho. É a idade emocional que é básica para a autoestima em nossa vida. Podemos e devemos usar a serenidade e a sabedoria da maturidade em nosso benefício. O processo de envelhecimento não traz ansiedade a quem se sente satisfeito pelo simples fato de estar vivo.

               Por outro lado, é preciso cuidar do coração, pois é o órgão que mais reage às emoções. Não devemos deixar que ele chegue ao seu limite. O Dr. Zular apresenta os principais fatores de risco para o coração, inclusive os hereditários, e várias medidas preventivas para suas doenças. Acrescenta também algumas considerações sobre o excesso de peso, a depressão, o vício do cigarro e algumas especificidades sobre a doença coronariana em mulheres, adolescentes e crianças.            

                                Alimentação e esporte

                          Ao final deste segundo capítulo, é destacada a importância da alimentação e da prática do esporte para prevenir o stress.

                  Obesidade e mecanismos de regulação do apetite, rotina alimentar saudável, os segredos da boa alimentação, cálculo do índice de massa corpórea, a dieta do bom senso, o milagre da água, a importância das vitaminas e ervas são temas abordados pelo Dr. Zular de forma concisa e com preciosos aconselhamentos.

                 Ele considera impossível buscar o emagrecimento ou a manutenção da forma física sem fazer exercícios e demonstra de maneira convincente os benefícios do esporte. A importância de andar e de fazer exercícios na medida certa é fundamental para o sucesso.

            Do Apêndice, merece destaque a frase do Dr. Zulauf em que aconselha a escolha de um médico com visão ampla, dirigida não à doença e sim à saúde:

                           “Um bom médico não oferece soluções como quem dá fórmulas prontas. Isso não funciona. O bom médico ajuda a pessoa a procurar, dentro de suas próprias possibilidades, as melhores soluções para aquilo que a aflige”.

Resumo da obra elaborado por Antônio Diomário de Queiroz

Florianópolis, junho de 2012.

 

                     

estrutura própria para c&t&I em santa catarina

DEZ RAZÕES PARA UMA ESTRUTURA PRÓPRIA PARA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO  EM SANTA CATARINA

Antônio Diomário de Queiroz

  1. O Governador Luiz Henrique foi Ministro de Ciência e Tecnologia, tem na alma a inovação, coloca sempre a modernidade como princípio fundamental de governo e priorizou o desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação como Capítulo 6 do Plano 15.

  2. No Plano 15, os programas de C&T& I são muito importantes, começando pelo compromisso de “ampliar a abrangência e competência, para fortalecer o sistema catarinense de ciência e tecnologia”. Nesse sentido torna-se fundamental implementar o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovar e viabilizar a Lei de Inovação, avançar na política de incentivos às indústrias de base tecnológica, estimular as competências e os programas de TIC’s das SDR’s, conforme proposto.

  3. É preciso viabilizar também as demais importantíssimas metas do Plano 15, como a implantação do Sapiens Parque e dos centros de inovação nas cidades pólos das SDR’s e a interiorização do desenvolvimento C&T como base de valorização das potencialidades regionais, a exemplo do carvão do Sul catarinense.

  4. Há necessidade de ampliar a captação dos recursos dos fundos setoriais e de outros recursos nacionais e internacionais, destinados à C&T&I.

  5. É preciso avançar no compromisso constitucional de aplicação de recursos em C&T, e ampliação das oportunidades de acesso dos jovens ao ensino superior gratuito, pela efetivação dos artigos 170 e 171 da Constituição estadual.

  6. É fundamental fortalecer a RCT e realizar o projeto de implantação da Rede Integrada de Tecnologias de Informação e Comunicação como infraestrutura básica da educação em todos os níveis e modalidades e do desenvolvimento de Santa Catarina.

  7. É importante ampliar as formas e mecanismos de apoio à emergente indústria de TIC’s em Santa Catarina, a exemplo do Programa Juro Zero.

  8. A experiência como Secretário de Educação, Ciência e Tecnologia demonstrou a dimensão extraordinária das funções relacionadas à Educação Básica, que absorvem totalmente o tempo do Secretário da SED e de sua equipe.

  9. O Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia estrutura-se com dois Conselhos e Ministérios diferenciados, embora com ação articulada.

  10. É possível criar um órgão enxuto, vinculado diretamente ao Senhor Governador, com estrutura e orçamentos próprios, para o exercício dessas funções.

Significado da UNOESC

O que a UNOESC significa, para Você e para a região?

 A UNOESC representa o sonho realizado do acesso à educação superior de qualidade para os joaçabenses e para os jovens do interior de Santa Catarina. Contribui, assim, para o processo de desenvolvimento sustentado pela qualificação dos seus formandos e pelos novos conhecimentos da pesquisa científica, projetando um futuro melhor para todas as famílias da região.

 Antônio Diomário de Queiroz, maio de 2018.

 

Informa sobre atividades de Antônio Diomário de Queiroz