CV 2014 Resumido 10 Linhas com fotos

Antônio Diomário de QUEIROZ é Bacharel em Direito, com Especialização em Programação Industrial pela CEPAL, Nações Unidas. Doutorou-se em Economia do Desenvolvimento no Institut d’ Étude du Développement Économique et Social, Université de Paris I, Sorbonne. Foi Reitor e Professor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.Antônio Diomário 01

Exerceu funções de direção no Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina S.A – BADESC, Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – CELESC, Grupo Empresarial USATI Portobello. Foi Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina – FAPESC e Secretário de Estado de Educação, Ciência e Tecnologia. Atualmente é Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação do Sapiens Parque em Florianópolis. É cidadão honorário dos municípios de Florianópolis, Antônio Carlos e Joaçaba.

Curriculum Resumido 2014

Antônio Diomário de Queiroz
Antônio Diomário de Queiroz

Antônio Diomário de QUEIROZ é Diretor de Ciência, Tecnologia e Educação do Sapiens Parque em Florianópolis. Foi Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina – FAPESC e Secretário de Estado de Educação, Ciência e Tecnologia. Foi  Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e Reitor Pro Tempore da Universidade para o Desenvolvimento de Santa Catarina – UDESC. Presidiu a ANDIFES – Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. Foi Coordenador e Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSC e Professor Titular da Escola Superior de Administração e Gerência – ESAG /UDESC. Exerceu funções de direção no Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina S.A – BADESC, Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.- CELESC, e no Grupo Empresarial USATI Portobello. É Bacharel em Direito, com curso de Especialização em Programação Industrial pela CEPAL, Nações Unidas. Doutorou-se em Economia do Desenvolvimento no Institut d’Étude du Développement Économique et Social, Université de Paris I, Sorbonne. Coordenou projetos de Cooperação inter-universitária pelo acordo CAPES-COFECUB com o Institut National Polytechnique de Lorraine, Nancy/France. Foi nomeado Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques pelo Primeiro Ministro da Educação Nacional da República Francesa.  É Cidadão Honorário dos Municípios de Florianópolis, Antônio Carlos e Joaçaba, Santa Catarina.

Carta à Comunidade Universitária – 1991

Reitor UFSCO momento por que passa a universidade brasileira caracteriza-se por graves ameaças e grandes desafios. Breve reflexão sobre a educação brasileira mostra que o país construiu, ao longo dos anos, um sistema federal de educação superior competente, regionalizado e preparado para integrar-se à sociedade, podendo contribuir de forma importante para a solução de seus problemas sociais e tecnológicos.

Esta universidade está, no entanto, seriamente ameaçada pelas políticas e ações do governo federal. O projeto de autonomia que o MEC tenta impor significa descomprometimento com os orçamentos da universidade pública, sua privatização e o ensino pago pelos estudantes.

Resistir ao desmonte da universidade e prepará-la para a entrada do milênio constituem a motivação principal para propormos uma candidatura a ser eleita pela comunidade universitária em outubro próximo. Conduzir os destinos da UFSC deve ser um exercício de parceria entre alunos, servidores docentes e técnico-administrativos. Todos os segmentos devem contribuir para a identificação dos méritos e deficiências da Universidade, participando da construção coletiva de alternativas acadêmicas, políticas e administrativas. Queremos eleger um reitor presente no campus, identificado com os sentimentos da comunidade universitária, disposto a lutar pelos seus direitos e a valorizar todas as áreas do conhecimento.

As universidades federais precisam de efetivas condições para  gerar conhecimento e cumprir seu compromisso social. Disso dependem não só as novas realizações tecnológicas, humanas e artísticas, mas a melhoria constante da qualidade do ensino e a competência para o exercício da extensão de alto nível, voltada para o atendimento das necessidades da maioria da população. Para viabilizar esse perfil de atuação, é fundamental lutar pela vinculação orçamentária que garanta a manutenção e a expansão do sistema federal público e gratuito de educação superior e de seu modelo de universidade de funções múltiplas, centrada no ensino, na pesquisa e na extensão.

Torna-se assim indispensável que o próximo reitor e sua equipe tenham liderança acadêmica, com lastro na experiência do dia-a-dia das atividades-fim da universidade.  Somente a prática acadêmica confere conhecimento e sensibilidade para o exercício da liderança que aponte direções, motive e construa alternativas para o aperfeiçoamento da instituição. A universidade não é uma repartição pública cujos destinos podem ser conduzidos por administradores que esgotam os seus esforços nas atividades burocráticas. O compromisso histórico da universidade é com o avanço da arte e da ciência postos a serviço da justiça social e da qualidade da vida. Por isso mesmo, ela precisa organizar-se também acadêmica e politicamente para impedir que a sua verdadeira natureza seja tolhida pelo formalismo burocrático-administrativo.

Nesse sentido, conclamamos a todos a construir uma força alternativa plural que supere o imobilismo, o impasse e a desesperança, e enfrente, sem se intimidar, as graves ameaças do atual momento. Essa construção começa com a luta pelo exercício da autonomia universitária no processo de escolha do próximo reitor. Neste momento, a paridade real, prática histórica de nossa universidade, é a forma de eleição capaz de unir a comunidade para se opor à lei que torna a escolha do Reitor um faz-de-conta e que permite a indicação de um nome flagrantemente reprovado na consulta à comunidade. Somente um processo eleitoral coerente com a prática histórica da UFSC poderá garantir legitimidade e sustentação política a uma administração comprometida com a universidade e seus valores.