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estrutura própria para c&t&I em santa catarina

DEZ RAZÕES PARA UMA ESTRUTURA PRÓPRIA PARA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO  EM SANTA CATARINA

Antônio Diomário de Queiroz

  1. O Governador Luiz Henrique foi Ministro de Ciência e Tecnologia, tem na alma a inovação, coloca sempre a modernidade como princípio fundamental de governo e priorizou o desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação como Capítulo 6 do Plano 15.

  2. No Plano 15, os programas de C&T& I são muito importantes, começando pelo compromisso de “ampliar a abrangência e competência, para fortalecer o sistema catarinense de ciência e tecnologia”. Nesse sentido torna-se fundamental implementar o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovar e viabilizar a Lei de Inovação, avançar na política de incentivos às indústrias de base tecnológica, estimular as competências e os programas de TIC’s das SDR’s, conforme proposto.

  3. É preciso viabilizar também as demais importantíssimas metas do Plano 15, como a implantação do Sapiens Parque e dos centros de inovação nas cidades pólos das SDR’s e a interiorização do desenvolvimento C&T como base de valorização das potencialidades regionais, a exemplo do carvão do Sul catarinense.

  4. Há necessidade de ampliar a captação dos recursos dos fundos setoriais e de outros recursos nacionais e internacionais, destinados à C&T&I.

  5. É preciso avançar no compromisso constitucional de aplicação de recursos em C&T, e ampliação das oportunidades de acesso dos jovens ao ensino superior gratuito, pela efetivação dos artigos 170 e 171 da Constituição estadual.

  6. É fundamental fortalecer a RCT e realizar o projeto de implantação da Rede Integrada de Tecnologias de Informação e Comunicação como infraestrutura básica da educação em todos os níveis e modalidades e do desenvolvimento de Santa Catarina.

  7. É importante ampliar as formas e mecanismos de apoio à emergente indústria de TIC’s em Santa Catarina, a exemplo do Programa Juro Zero.

  8. A experiência como Secretário de Educação, Ciência e Tecnologia demonstrou a dimensão extraordinária das funções relacionadas à Educação Básica, que absorvem totalmente o tempo do Secretário da SED e de sua equipe.

  9. O Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia estrutura-se com dois Conselhos e Ministérios diferenciados, embora com ação articulada.

  10. É possível criar um órgão enxuto, vinculado diretamente ao Senhor Governador, com estrutura e orçamentos próprios, para o exercício dessas funções.

Significado da UNOESC

O que a UNOESC significa, para Você e para a região?

 A UNOESC representa o sonho realizado do acesso à educação superior de qualidade para os joaçabenses e para os jovens do interior de Santa Catarina. Contribui, assim, para o processo de desenvolvimento sustentado pela qualificação dos seus formandos e pelos novos conhecimentos da pesquisa científica, projetando um futuro melhor para todas as famílias da região.

 Antônio Diomário de Queiroz, maio de 2018.

 

SANTOS E PECADORES: COMUNICAÇÃO VERSUS CRISE NA ERA DA INFORMAÇÃO DIGITAL

SANTOS E PECADORES: COMUNICAÇÃO VERSUS CRISE NA ERA DA INFORMAÇÃO DIGITAL        

                    De Artemio Reinaldo de Souza 

                    Prefácio de Antônio Diomário de Queiroz 

        Quando Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, de 1992 a 1996, vivi um momento muito rico do processo de comunicação social. As novas tecnologias da comunicação e da informação, com as suas poderosas ferramentas, chegavam com todas as forças na universidade, provocando mudanças profundas nos métodos e nas práticas da imprensa universitária. A presença do computador tornava obsoleto o uso das máquinas de datilografia e rompia o canal até então privilegiado do telégrafo e do fax, para trazer e levar notícias sob o controle rigoroso da Reitoria. A internet viabilizava a publicidade e a transparência dos atos dos gestores públicos, ampliando o universo de pessoas com acesso às informações desses atos a uma velocidade virtual, próxima do instantâneo. 

          Percebi essas condições como uma oportunidade de afirmação da política de comunicação social da UFSC, no contexto de uma nova cultura organizacional, pautada nos princípios da liberdade, do pluralismo ideológico, do respeito mútuo e da abertura da instituição para a sociedade.  

       Tornava-se necessário superar o conceito herdado de assessoria de imprensa, órgão subordinado ao Reitor, com a função restrita de divulgar seus projetos, programas e planos de trabalho. Foi então criada a AGECOM, uma agência de comunicação independente, como órgão suplementar da universidade.  

      A AGECOM, além de dar continuidade à assessoria de imprensa ao Reitor, passava a conduzir a política de comunicação em suas múltiplas funções. Considerou-se o Jornal Universitário espaço aberto à expressão livre de todos. Fortaleceu-se o jornalismo científico. Facilitou-se o acesso externo dos órgãos de imprensa à informação produzida na universidade. Assegurou-se à Agência toda a infraestrutura avançada de comunicação para que pudesse utilizá-la com autonomia. 

        Artemio Reinaldo de Souza, neste livro, apresenta elementos conceituais e críticos importantes para a compreensão daquele momento vivido. E o faz com o olhar de hoje e com a qualidade acadêmica de sua dissertação de mestrado em Engenharia de Produção “A assessoria de imprensa e as novas tecnologias: a comunicação integrada como ferramenta de gestão da imagem organizacional”. Tem o mérito de realçar, ao longo do tempo, o conflito das possibilidades democráticas do novo processo de comunicação, em seu leque ampliado de funções, com as crises continuadas das instituições públicas, que se fecham em seus próprios espaços e corporativismos. 

    O autor enfatiza os novos paradigmas da comunicação, a eficácia difusora do jornalismo e a recente integração em rede das pessoas e das organizações. A comunicação passou a ser percebida como a base das interações cooperativas das pessoas e do processo de ensino-aprendizagem. Sua ação se torna indissociável da estratégia de comunicação.

        Artemio destaca, ao final, o direito à informação que invocam os cidadãos e os reflexos que isso significa para a gestão pública. Propõe então o conceito de comunicação social integrada para reforçar o conhecimento e o entendimento da sociedade sobre o papel e a importância da instituição. 

         Florianópolis, março de 2006. 

         Antônio Diomário de Queiroz.

 

 

COMO ELABORAR TRABALHOS MONOGRÁFICOS EM CONTABILIDADE: TEORIA E PRÁTICA

COMO ELABORAR TRABALHOS MONOGRÁFICOS EM CONTABILIDADE: TEORIA E PRÁTICA

Organizadora: Ilse Maria Beuren.

Apresentação: Antônio Diomário de Queiroz 

                   No mundo do conhecimento, em que predominam as novas tecnologias da comunicação e da informação, a Contabilidade se afirma definitivamente como ciência. Seu objeto de estudos, o patrimônio e suas variações, ao adquirir, cada vez mais, a forma intangível, levanta extraordinária pergunta de pesquisa sobre a determinação do seu valor. Numa sociedade onde a riqueza das pessoas e das organizações flui instantaneamente em redes de relações abstratas, o problema de sua mensuração tornou-se também imenso desafio.

                   A busca de respostas a essas duas questões fundamentais está no centro da renovação pela qual passa a Contabilidade. Novos modelos e sistemas contábeis estão sendo propostos, práticas avançadas de contabilização são continuamente revistas e adaptadas ao novo meio ambiente empresarial. Objetiva-se revestir de modernidade a natureza contábil da mensuração e informação útil para a tomada de decisão e gestão dos negócios.

                   Nesse contexto afirma-se também a pesquisa acadêmica em Contabilidade. Intensifica-se nas universidades o estudo científico dos problemas contábeis, a nível de graduação e de pós-graduação. Constituem-se núcleos de pesquisa especialmente orientados para a solução teórica desses problemas. Adotam-se e ajustam-se, quando necessário, as metodologias, métodos e procedimentos das ciências sociais às peculiaridades e ao conhecimento dos sistemas conceituais dessa nova área de investigação que se amplia.

                   O livro Como elaborar trabalhos monográficos em Contabilidade: Teoria e Prática é, pois, trazido a público num momento extremamente oportuno. Sua ênfase é proporcionar importantes subsídios para a elaboração de trabalhos monográficos de caráter científico em Contabilidade. Sistematiza e oferece ao leitor conhecimentos que estimulam a análise e reflexão crítica dos problemas contábeis. Apresenta toda a trajetória da construção da monografia, incluindo elementos pré e pós-textuais. Facilita o entendimento das normas técnicas de apresentação de trabalhos científicos da ABNT. Inclui, de forma inédita, ao longo de todos os capítulos, exemplos específicos de pesquisa na área contábil decorrentes da experiência profissional dos autores.

                   A organizadora deste livro é a Doutora Ilse Maria Beuren, Professora Titular da Universidade Federal de Santa Catarina, atuando nos programas de graduação e pós graduação de Contabilidade, Administração e Engenharia de Produção. O texto vem impregnado da sua competente experiência docente, orientando trabalhos de conclusão de cursos, monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado nesses programas, além da participação em bancas examinadoras de várias instituições do Brasil. Exercendo liderança participativa, valorizou o volume com a contribuição dos estudos dos destacados doutorandos e mestrandos do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Custos para a Gestão Empresarial que coordena.

                   A leitura e o uso deste livro são amplamente recomendáveis para a elaboração de trabalhos científicos na área contábil ou em áreas afins. Os professores de metodologia científica estão sendo contemplados com valioso instrumento de apoio ao seu importante trabalho. Os estudantes de graduação ou outras pessoas que se iniciam na pesquisa acadêmica nele encontrarão acesso facilitado à redação correta de suas monografias. Por sua abrangência, simplicidade e orientação prática ao leitor, certamente este livro está fadado ao sucesso editorial.

                                      Florianópolis, janeiro de 2003        

                                    Antônio Diomário de Queiroz, Dr.

                            Professor do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas e ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina.    Diretor Geral da Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado de Santa Catarina.

                           

                  

                  

                  

 

 

 

 

Água, gente e política no desastre de 2008 no vale do Itajaí

Água, gente e política no desastre de 2008 no vale do Itajaí

Organizadora: Professora Beate Frank

Prefácio:  Antônio Diomário de Queiroz                

       O território de Santa Catarina é um espaço de convergência de eventos climáticos extremos. As chuvas prolongadas e intensas, sem precedentes de precipitação, ocorridas em novembro de 2008, especialmente no vale do rio Itajaí, demonstraram, mais uma vez a vulnerabilidade socioambiental da região. As inundações, as enxurradas, os escorregamentos e outros movimentos de massa envolveram em situação de catástrofe mais de 1,5 milhão de catarinenses, dos quais 135 mortos e cerca de 80.000 desabrigados ou desalojados.

   Há grande possibilidade da ocorrência de novos desastres naturais nessa área de alto risco, dadas as condições climáticas, geológicas e geomorfológicas observadas ao longo dos anos. Porém, como destacam os autores do presente livro, “não existe a ocorrência de desastres sem uma população humana afetada”.

       Essa percepção lúcida de que os desastres não são apenas associados à dinâmica dos processos biofísicos ambientais, mas são construídos pela vulnerabilidade social da ocupação desordenada do espaço, constitui o fio condutor da coletânea de reflexões de um número expressivo de profissionais, a quase totalidade doutores e mestres.

    Trata-se de importante contribuição científica, que reflete em especial os avanços institucionais da Universidade Regional de Blumenau – FURB, que estruturou suas atividades de pesquisa e extensão universitária para a compreensão desses fenômenos, colocando os novos conhecimentos a serviço de políticas públicas.

         A gravidade inusitada dos impactos sócio-ambientais do desastre vivido em 2008 despertou a consciência da importância do envolvimento de toda a comunidade técnico-científica para a compreensão das condições prévias à sua ocorrência e à formulação de medidas e modelos de prevenção para proteger a população. Melhorando-se a qualidade das informações, melhora-se, ao mesmo tempo, a capacidade de organização da sociedade para reagir à violência dos fenômenos naturais, bem como para se preparar adequadamente aos seus efeitos nocivos.

        Neste contexto, o Governador Luiz Henrique da Silveira criou, em 17 de dezembro de 2008, o GTC – Grupo Técnico-Científico, com a missão de avaliar e identificar causas e efeitos e adotar medidas preventivas às catástrofes naturais ocorrentes em Santa Catarina, sob a coordenação geral da FAPESC e EPAGRI/CIRAM. Concebido inicialmente como unidade vinculada ao Grupo de Reação aos acontecimentos climáticos de 2008, tornou-se órgão permanente de estudos, proposição de políticas públicas e assessoramento à ação da Defesa Civil. Congrega o trabalho de diversas instituições universitárias, governamentais e organizações sociais, para realizar a sua missão.

      No âmbito do GTC – Grupo Técnico-Científico, organizou-se oficina de trabalho para análise das propostas de prevenção às catástrofes naturais que atingem o Vale do Itajaí, região de inundações dos vales estreitos e planícies, em função da declividade dos cursos d’água e de um processo de colonização em permanente conflito com o meio ambiente. Constituiu-se o Comitê Técnico de Avaliação para trabalhar de maneira participativa, interinstitucional e interdisciplinar, na formulação de um plano integrado de ações estratégicas, estruturantes e não estruturantes, para o conjunto da bacia hidrográfica. Esse intenso trabalho resultou na proposição do Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Riscos de Desastres Naturais na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí. A visão integrada desse Plano induz a que as ações governamentais incidam concomitantemente sobre as variáveis naturais e as variáveis sociais do problema, sob o controle organizado e participativo da sociedade. O que o plano tem de implícito é o imperativo avanço do aprendizado social, na direção da co-responsabilidade e da convivência harmônica entre pessoas e natureza.

         De fato, o conhecimento resultante dos projetos de pesquisa acadêmica contribui para ampliar o diálogo entre todos os agentes sócio-econômicos responsáveis pelo desenvolvimento sustentável. As políticas públicas fundamentadas em estudos objetivos e propostas democráticas levam ao comprometimento social e à correta priorização dos investimentos públicos. Planos diretores municipais, códigos de posturas, zoneamentos urbanos, políticas habitacionais, florestais, de meio ambiente, de recursos hídricos e de saneamento básico aumentam a efetividade da sua execução, quando sustentados pelo conhecimento nascido do repensar crítico da realidade local. Em Santa Catarina, no entanto, até o presente, áreas de risco vêm sendo ocupadas em função de pressão socioeconômica incontrolável. A confiabilidade do novo conhecimento confere credibilidade e respeito à legislação vigente.

         A partir desses argumentos, cumprimenta-se a Professora Doutora Beate Frank pela realização desta importante obra, que reflete sua liderança acadêmica e social, o denodo e a coerência de sua vida de lutas pela natureza e pelas pessoas, mormente pela sua atuação no programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental da FURB, como Secretária Executiva do Comitê da Bacia do Itajaí e no Comitê Técnico de Avaliação da Bacia Hidrográfica do Vale do Itajaí. Os cumprimentos se estendem a todos os competentes autores e colaboradores desta edição.

         O livro se apresenta para a comunidade científica e a sociedade como um produto que examina os fenômenos naturais e oportuniza o aprendizado sobre as condições climáticas regionais de Santa Catarina a fim de se partir para uma ação social altamente qualificada.                                      

               Florianópolis, setembro de 2009                                          Antônio Diomário de Queiroz

                                               Doutor em Economia do Desenvolvimento pela Université de Paris I, Sorbonne, França, foi Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina. É Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina – FAPESC e do GTC – Grupo Técnico Científico de Prevenção às Catástrofes Naturais em Santa Catarina.

 

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA PARA CONTABILISTAS

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA PARA CONTABILISTAS 

Autor: Juarez Domingues Carneiro

 Apresentação:  Antônio Diomário de Queiroz

   Juarez Domingues Carneiro, Presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina – CRC/SC, exerce reconhecida liderança a favor das organizações, dos profissionais e dos serviços contábeis de qualidade e pela valorização da profissão de contabilista. Tem afirmado, em diversas ocasiões, que a era do conhecimento abre excelentes oportunidades à afirmação do empreendedor contábil, gerador de informações úteis para o processo de tomada de decisões empresariais. Acredita que um novo e amplo espaço de trabalho se oferece para aqueles que superarem o estrito campo da ação contábil tradicional e que criem conhecimentos e soluções de negócios a partir da base de dados e de informações sob sua responsabilidade.

         Visando estimular a transição para esse novo perfil profissional a toda a categoria, marca sua presença na direção do conselho de classe com vigoroso programa de educação continuada. Propôs e implementou a realização de dezenas de cursos de especialização e aperfeiçoamento profissional em gerência da qualidade nos serviços contábeis, direcionados aos técnicos em contabilidade e contadores. Esse processo de capacitação e aprendizagem foi objeto de pesquisa científica para avaliar os resultados no exercício da profissão e as melhorias junto às organizações clientes. O sucesso alcançado afirma o importante papel motivacional dos conselhos de classe, ao incorporarem em suas funções a educação continuada.

         O presente livro de Juarez Domingues Carneiro traz a público essa singular experiência vivida em Santa Catarina. Destaca as exigências necessárias para a formação contemporânea do contabilista nos novos mercados de trabalho, inclusive nas relações com o MERCOSUL. Explicita a importância do uso das novas tecnologias da informação e da comunicação para o contador. Realça o conceito de Educação Corporativa em colaboração com as instituições de ensino superior como uma das premissas da afirmação profissional.  

         A publicação deste livro certamente envolverá os seus leitores na construção do sonho do autor que é o de expandir a experiência da educação profissional continuada aos conselhos de classe da Contabilidade em todo o país.

Antônio Diomário de Queiroz, Dr.

Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina.

Diretor Geral da FUNCITEC – Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado de Santa Catarina.

 

 

 

PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E SUSTENTÁVEL DE MUNICÍPIOS

PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E SUSTENTÁVEL DE MUNICÍPIOS 

Autores: Adriana Migliorini Kieckhöfer

                     Luiz Gonzaga de Souza Fonseca

Apresentação: Antônio Diomário de Queiroz

          A municipalização constitui o maior desafio contemporâneo do desenvolvimento brasileiro. As desigualdades e as injustiças sociais do país têm como uma das causas fundamentais o processo histórico de centralização do poder, das finanças públicas e dos investimentos em obras de infraestrutura e nos sistemas produtivos. Desde a época colonial, todo o esforço econômico flui para a metrópole, para o centro das decisões políticas, ou, quando muito, se espraia ao longo do litoral. Centralização e litoralização são cada vez mais percebidas como ônus social, ao mesmo tempo origem e resultado do abandono das populações que ousaram penetrar no extenso território do Brasil.

     É, pois, muito bem-vindo este livro que oferece uma sólida base conceitual, completa e atualizada, para a promoção do desenvolvimento integrado e sustentável dos municípios. Traz valiosas contribuições para desenvolvê-los de forma orientada para a valorização das potencialidades físicas territoriais e das pessoas que vivem no local. A cidade intencional respeita e evidencia as especificidades. Num sistema aberto e participativo de decisão e de ação planejada, introduz novas oportunidades geradoras de renda e novas práticas de trabalho que levam à melhoria da qualidade de vida das famílias.

      A lógica do desenvolvimento sustentável realçada neste livro obedece ao conceito de desenvolvimento humano e social das Nações Unidas, formulado com base nas vivências e no sucesso de vários países. As pessoas participam de decisões, com elas se comprometendo, porque influenciam suas vidas. A era do conhecimento possibilita, por meio da rede internet, sustentar um processo educativo de desenvolvimento tecnológico enriquecido pela cultura local. Com efeito, as pessoas têm a oportunidade de aprender a partir do acesso às bases de dados e de informações que transitam pela rede. Mas só sua reflexão sobre a realidade em que vivem resulta na conversão desses dados e informações em conhecimentos inovadores, capazes de construir um mundo melhor para todos.

     O Município é a unidade federativa estratégica para se atingir a sustentabilidade ambiental. É a primeira via de integração entre natureza e pessoas. A Constituição Federal lhe confere autonomia enquanto unidade de governo efetivamente local. A proximidade da convivência entre os cidadãos que nele habitam facilita os processos participativos de planejamento, orçamento e controle social. O presente livro apresenta os principais instrumentos e indicadores de gestão que ajudam a sistematizar a participação cidadã no processo de desenvolvimento integrado e sustentável. Abrange os segmentos social, econômico, ambiental e institucional. Destaca a função importante do Conselho Municipal de Desenvolvimento na definição de prioridades, na formulação e avaliação estratégica das políticas públicas.

          A redação deste livro decorre da tese de doutorado de Adriana Migliorini Kieckhöfer aprovada no Doutorado em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina, sob orientação do Dr. Luiz Gonzaga de Souza Fonseca, co-autor. Esta particularidade reforça a excelência dos pressupostos teórico-críticos apresentados. O professor Luiz Gonzaga foi Pró-Reitor de Planejamento em meu mandato de Reitor da UFSC, período no qual liderou todo um processo bem sucedido de planejamento estratégico de dezenas de municípios catarinenses, com o apoio de professores e alunos universitários, atividade que depois praticou por vários anos como consultor. Sua vasta experiência avaliza, por conseguinte, a praticidade da fórmula sistêmica proposta para a orientação do processo de desenvolvimento integrado e sustentável dos municípios. O livro proporciona às pessoas uma compreensão ampla da gestão participativa dos municípios. Recomendo, pois, com muita convicção, sua leitura.                          

                                           Antônio Diomário de Queiroz

                                                                            Maio de 2007

 

APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA FAPESC 2003 A 2010

APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA FAPESC 2003 A 2010

 

Em 2003, atendendo ao convite do Governador Luiz Henrique da Silveira, interrompi a carreira de professor na Universidade Federal de Santa Catarina, para tornar-me Diretor Geral da Fundação de Ciência e Tecnologia – FUNCITEC. Seduziu-me o sonho de participar de um governo voltado para o futuro, com base nos conhecimentos técnico-científicos aplicados para a sustentação do desenvolvimento regional equilibrado de Santa Catarina, proporcionando o acesso à vida de qualidade para todos os catarinenses.

Por oito anos participei, com permanente entusiasmo e inteira dedicação, do trabalho de concretização desse sonho. Respondi aos desafios do Governador Luiz Henrique, designado para exercer funções relevantes na área da educação, ciência, tecnologia e inovação, na condição de Presidente da FAPESC, Reitor Pró-Tempore da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Secretário de Estado de Educação, Ciência e Tecnologia. Empenhei-me também no cumprimento de outras importantes missões que me foram atribuídas pelo Governador: instalação em Florianópolis da ENA – École Nationale d´Administration e da ENMSE – École Nationale des Mînes de Saint Étienne, presidência do GTC – Grupo Técnico Científico de Prevenção às Catástrofes Naturais, coordenação da Comissão JICA para elaboração dos estudos preparatórios do Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí, apoio ao projeto do Jardim Botânico de Florianópolis.

Procurei colaborar com o fortalecimento das instituições catarinenses de educação, ciência, tecnologia e inovação, participando como conselheiro do Sapiens Parque, do CIASC – Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina, do CTIC – Conselho Estadual de Comunicação e Inovação, do IF-SC, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, do Conselho Comunitário da UDESC, do Conselho de Administração da SOCIESC, dos conselhos da Federação das Indústrias, do Instituto Euvaldo Lódi, da Aliança Francesa, do Instituto Carl Hoepcke e da comissão de implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Fui honrado pelo Governador Leonel Arcângelo Pavan, ao manter-me na Presidência da FAPESC durante seu mandato. A continuidade do tratamento prioritário para os programas e projetos da Fundação demonstra elevada compreensão da importância da inovação e da pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento do Estado.

O presente Relatório de Atividades da FAPESC retrata a extraordinária evolução ocorrida, ao longo dos últimos oito anos, no cumprimento de sua missão de apoio ao desenvolvimento sustentável de Santa Catarina. Nesse período, a Presidência da Fundação foi exercida, também, pelo Dr. Rogério Portanova e Vladimir Álvaro Piacentini. Os resultados alcançados se devem ao mérito de competentes diretores e colaboradores, que trabalharam com amor para superar o crescente volume de atividades, concomitante ao esforço contínuo de melhoria da eficácia institucional. O destacado desempenho da FAPESC foi facilitado pelos avanços herdados das administrações anteriores, pelo relacionamento extremamente cortês e cooperativo com todas as organizações e pessoas das áreas empresariais e universitárias, bem como pelo excelente tratamento recebido dos colegas de governo.

Em reconhecimento ao sucesso alcançado, o Sistema Catarinense de Ciência, Tecnologia e Inovação tornou-se referência internacional, selecionado pela Comissão Européia, juntamente com Córdova, Argentina, para apresentar as experiências latino-americanas no European Week of Regions and Cities – OPEN DAYS 2010, realizado em Bruxelas em outubro deste ano. Prevaleceu a visão da extraordinária excepcionalidade do desenvolvimento catarinense na educação superior, ciência e pesquisa universitária, de sua integração com o contexto produtivo pela afirmação recente dos conceitos de inovação, de sua relevante contribuição ao impulso do desenvolvimento regional e à melhoria das condições de vida da população.

Há poucas realidades mundiais que apresentam, em apenas 50 anos, avanços tão significativos como os conquistados em Santa Catarina desde 1960, a partir da criação da Universidade Federal de Santa Catarina, da emergência do Sistema ACAFE, da presença das instituições privadas de ensino, da interiorização da formação profissionalizante do SENAI. A irradiação dos resultados de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, estimulou a formação de um sistema educacional sólido, presente em todo o território catarinense, abrigando mais de trezentos mil estudantes universitários, centenas de laboratórios, milhares de mestres e doutores, que têm possibilitado a iniciativa de importantes programas e projetos de valorização das potencialidades físicas e humanas do Estado, neste novo século da inovação fundamentada no conhecimento gerado nas instituições acadêmicas.

Com a Lei da Inovação Catarinense e a definição da Política Catarinense de Ciência, Tecnologia e Inovação se integram, se articulam e se fortalecem todos os atores responsáveis por esse sucesso, em eixos estratégicos que apontam na direção do futuro.

Tenho o sentimento do dever cumprido, a felicidade de haver contribuído para alçar em Santa Catarina a ciência, a tecnologia e a inovação à condição irreversível de política de Estado. Com gratidão especial ao Governador Luiz Henrique, extensiva a todos os governantes e pessoas que me asseguraram estímulo e condições de trabalho, retiro-me para novo plano pessoal de vida. Confio que a FAPESC, fortalecida institucionalmente e com credibilidade, exercerá ainda mais relevantes funções de governo.

                                         Antônio Diomário de Queiroz.

                                                            Presidente da FAPESC

 

FAPESC – APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE 2007

FAPESC – APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE 2007         

 

                    O Governador Luiz Henrique da Silveira iniciou seu novo mandato renovando plenamente os compromissos com a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação, como base de sustentação do desenvolvimento harmônico e equilibrado de Santa Catarina, a favor da melhoria de vida de todos os catarinenses. Assegurou então as condições necessárias ao fortalecimento da FAPESC, responsável pela articulação e integração das ações governamentais com as instituições acadêmicas e os agentes econômicos e sociais, no Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

                   Nesse contexto, aceitamos o convite para dirigir a Fundação, compondo uma equipe experiente, idealista e comprometida com os objetivos institucionais, cuja posse ocorreu em 16 de abril.

                   Recebemos um belo patrimônio de nossos antecessores, os presidentes Rogério Portanova e Vladimir Piacentini, que haviam construído, com competência, um conjunto muito importante de programas e projetos de pesquisa científica e tecnológica nas diversas modalidades e áreas de conhecimento, inclusive agropecuária e meio ambiente, e expandiram a RCT e as incubadoras tecnológicas a todo o território catarinense. As dívidas da instituição ultrapassavam, no entanto, R$ 46 milhões, em função das dificuldades orçamentárias e financeiras do Estado em 2006.

                   Foi então assegurado pelo Governador Luiz Henrique um reforço substancial do orçamento da FAPESC, com recursos do Fundo Social e R$ 20 milhões a serem liberados com recebimentos da venda do BESC. Mesmo tendo sido estes últimos recursos postergados para 2008, no exercício findo foi possível equilibrar a estrutura de capital da Fundação, zerando os Restos a Pagar e as dívidas com a RCT, honrando gradativamente todos os compromissos passados com convênios e contratos de programas e projetos científicos e tecnológicos, reduzindo o passivo total para a ordem de R$ 28 milhões, e batendo o recorde histórico de aplicações anuais que se alçaram a R$ 37 milhões.

                   Cônscios de que esses números, embora exitosos em relação ao passado, estavam ainda bem longe do compromisso do Artigo 193 da Constituição de Santa Catarina, o Conselho Superior da Fundação e a Diretoria definiram algumas políticas e diretrizes essenciais para um novo e importante avanço institucional. Priorizou-se ampliar as aplicações em novos programas e projetos com recursos de contrapartida de órgãos externos que multiplicassem os aportes orçamentários estaduais. O ano termina com demandas em carteira superiores a R$ 100 milhões, com elevado nível de contrapartidas. Ampliaram-se também as perspectivas de novos projetos, conforme relacionado no presente relatório.

                   Medidas fundamentais foram tomadas no campo administrativo, como a contenção do quadro de pessoal e a ênfase em sua qualificação, a melhoria das condições de trabalho e dos serviços de apoio, a busca determinada de um sistema de informações gerenciais funcional e eficaz, a luta incessante pela superação dos percalços burocráticos. Neste particular, a FAPESC liderou a organização de duas comissões técnicas no âmbito do Conselho Nacional das Fundações – CONFAP, em reunião realizada em Florianópolis, somando-se ao esforço nacional de superação desses problemas. Reforçaram-se as áreas de jornalismo científico e cooperação internacional.

                   Certamente o ano de 2007 será lembrado pela aprovação da Lei Catarinense da Inovação. O anteprojeto enviado pelo Governador Luiz Henrique à Assembléia Legislativa contou com ampla colaboração acadêmica, das classes empresariais e do staff jurídico do governo, compondo um documento consistente para os elevados propósitos de estímulo à inovação em Santa Catarina. Os deputados contribuíram com aprimoramentos ao texto proposto e aprovaram a Lei, em regime de urgência, no dia 18 de dezembro.

                   Este novo quadro institucional, a confiança, a credibilidade e a participação entusiasta dos colegas acadêmicos e dos entes empresariais, o apoio solidário dos colegas de governo, em todos os níveis, o excelente entrosamento com os Secretários Jean Kuhlmann, Onofre Santo Agostini e sua equipe da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, a condução correta pelo Vice-Governador Leonel Pavan dos trabalhos do CETIC, Conselho Estadual de Tecnologias da Informação e Comunicação e, de forma sempre especial, a identidade, o entusiasmo, o compromisso com esta área e a amizade do Governador Luiz Henrique da Silveita, tudo nos leva a crer que o ano de 2007 fixou as bases de um novo patamar para a C&T&I em Santa Catarina, prenúncio de um futuro extraordinário para a FAPESC.                                                        

                                   Florianópolis, dezembro de 2007

                                           Antônio Diomário de Queiroz

                                                         Presidente da FAPESC