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conceito de inovação

Inovação – Conceitos

Inovação é um estágio do desenvolvimento no qual é produzida uma nova ideia, desenho ou modelo para um novo ou melhor produto, processo ou sistema.

PINTO, CARLOS S.M. Conceitos Básicos de Ciência e Tecnologia.Disponível em: http://www.esg.br/dactec/leitura/cbct.html, 2003

 

CONCEITO RENOVADO DE INOVAÇÃO

“Os sistemas tecnológicos se produzem socialmente e a produção social vem determinada pela cultura”.

CASTELLS, M.2001.
La Galaxia Internet (Reflexiones sobre Internet, empresa y sociedad).

 

OS TRÊS MUNDOS SOCIAIS DA INOVAÇÃO

“A inovação é o resultado de um conjunto de relações que unem três mundos sociais distintos, que possuem culturas próprias e, não raro, francamente conflitantes”.

  1. Relações internas à comunidade de pesquisadores com abordagens inovadoras, porém frequentemente inibidas por estruturas institucionais rígidas.

  2. Relações entre a comunidade de pesquisadores e os agentes econômicos e sociais.

  3. Relações com os agentes do Estado e do Governo, operadores do sistema político-econômico.

FLICHY, P. 1995. L’ innovation tecnique
apud Renato de Oliveira. Ciência e Tecnologia:
uma agenda para a Democracia e o Desenvolvimento. 

 

“A Inovação surge da formulação explícita ou implícita de pactos de controle público do processo de tomada de decisões e da definição concomitante dos mecanismos institucionais que assegurem a vigência de tais pactos”.

Renato de Oliveira. Ética, PolÍtica e Desenvolvimento

 

Na nova economia de redes, o principal desafio para a inovação tecnológica consiste em integrar todos os agentes do sistema de Ciência, Tecnologia & Inovação, públicos e privados, num pacto convergente de ações que promovam a valorização das potencialidades do país e a melhoria da qualidade da vida da população.

A inovação é a convergência da história de diversas pessoas para encontrar uma solução de futuro.

A inovação viabiliza a eficácia social das atividades de ciência e tecnologia.

Só as informações e dados contextualizados pela realidade local geram conhecimento.


Antônio Diomário de Queiroz

 

 

 

 

 

 

 

 

REITOR DA UDESC EM 2003

EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES DE REITOR DA UDESC EM 2003

 Antônio Diomário de Queiroz

                    No dia 23 de fevereiro de 2003, atendendo ao convite do Governador Luiz Henrique da Silveira, tomei posse como Presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia – FUNCITEC, órgão do governo estadual responsável pelas atividades de pesquisa científica e tecnológica, vinculada ao Gabinete do Governador. Desde os primeiros três meses de gestão, a Fundação encontrou o equilíbrio orçamentário e estava sendo fortalecida para exercer relevante papel no plano do governo que se iniciava.

                   Para assumir esse cargo, foi autorizada minha cessão ao Governo do Estado de Santa Catarina, com ônus para o órgão de origem mediante ressarcimento, decisão homologada pelo Ministro de Estado da Educação Cristóvão Buarque pelo Aviso nº 631/03-GN/MEC. Afastei-me das atividades de ensino na UFSC, nos cursos de graduação e pós-graduação, mantendo os compromissos de orientação das dissertações de mestrado e teses de doutorado bem como as atividades de extensão em andamento.

                   Tudo transcorria normalmente quando, no dia 14 de maio daquele ano, recebi telefonema do Governador Luiz Henrique, relatando-me que tinha a obrigação de colocar na normalidade a UDESC, a bem de todos os catarinenses, mas que havia esgotado todas as possibilidades de solução, pelo diálogo, dos problemas em curso e que estava preparando os atos de aprovação dos novos estatutos da instituição. Perguntou-me, então, se poderia contar comigo, se necessário, para exercer a “missão espinhosa” de Reitor pró-tempore da UDESC, por um período de no máximo 6 meses, para conduzir a eleição dos novos dirigentes da instituição, conforme os estatutos que estavam sendo ajustados às exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Aceitei, em tese, o desafio, consciente da mudança de vida que isso significaria.

                   Os fatos se precipitaram. O Governador viajaria no sábado, dia 17 de maio, para a Rússia e precisava deixar equacionada a questão. Na sexta-feira dia 16, pelo Decreto Nº 239, publicado no Diário Oficial, Ano LXX, nº17.154, o Governador do Estado aprovou a reforma do Estatuto da UDESC, determinando o prazo máximo de 15 dias, após sua publicação, para instalação do Conselho Universitário e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, e o prazo máximo de 6 (seis) meses, para concluir o processo de eleição do Reitor e Vice-Reitor. No mesmo Diário Oficial foram publicados os atos nº 2366 e nº 2367, exonerando José Carlos Cechinel do cargo de Reitor pró-tempore da UDESC e me nomeando para exercer esse cargo, com base no art.71, inciso XX, da Constituição Estadual. Nomeado na legalidade constitucional e dos novos estatutos vigentes, na tarde desse dia, acompanhado de minha esposa Maike Hering de Queiroz e do Secretário de Estado da Educação Jacó Anderle, entramos pela porta da frente da Universidade até o gabinete do Reitor José Carlos Cechinel. No Auditório da instituição, estando à mesa o Presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Silvestre Herdt, e na presença da comunidade universitária, foi-me outorgada a posse do novo cargo, para exercê-lo pelo tempo suficiente para promover o processo de transição aprovado no novo Estatuto.

              Passei a viver os 40 dias mais atribulados de minha vida! Desdobrei-me, nesse período, para exercer concomitantemente as atividades familiares, sobrepostas por compromissos importantes no Departamento de Engenharia de Produção da UFSC, na Presidência da FUNCITEC e na Reitoria da UDESC.

          Na UFSC, concluí ou avancei a orientação de diversas dissertações de mestrado e teses de doutorado, participando ainda de várias bancas examinadoras orientadas por outros colegas, proferi palestras, iniciei e concluí, no programa de Educação à Distância, o curso de especialização em Contabilidade Gerencial para os dirigentes da FIAT, em Betim, Minas Gerais.

                   Na FUNCITEC, com o apoio de competente Diretoria, consolidamos o equilíbrio financeiro e definimos as condições de expansão da Rede de Ciência e Tecnologia – RCT, viabilizamos o lançamento dos primeiros editais públicos de pesquisa, organizamos a I Conferência Estadual de Ciência e Tecnologia que se realizou em Lages, ainda no primeiro semestre do ano, avançamos o estudo de alternativas para a Valorização do Carvão Mineral em Santa Catarina, aprovamos a instalação da Incubadora Tecnológica de Jaraguá do Sul, concretizamos apoio ao Laboratório de Eletrônica – Labelectron e à implantação do Sapiens Parque em Florianópolis, iniciamos o processo de alteração estatutária para transformar a FUNCITEC na FAPESC.

                   Na UDESC, dediquei esforço redobrado. Para cumprir minha missão, precisava primeiramente conversar com as pessoas e entender os anseios da instituição.

                   Organizei, de pronto, visita aos diversos campi, centros, órgãos de pesquisa e extensão, onde ouvi e falei aos dirigentes, professores, servidores técnico-administrativos e estudantes, diretamente e a suas associações. Em Lages, no Centro Agro veterinário – CAV, identifiquei a luta pela criação dos cursos de Zootecnia e Engenharia Florestal, e a importância acadêmica e comunitária da valorização florestal e da instalação do Laboratório de Leite. Em Joinville, no Centro Tecnológico – CTJ, além de forte apelo à democratização institucional pela Associação dos Professores, sobressaiu a manifestação das autoridades locais pela intensificação da presença da UDESC nas ações de desenvolvimento regional, como projetos de proteção ambiental, a valorização da bacia do Itapocu e o fortalecimento da Rádio da Universidade. No Centro de Educação – FAED, visitei o prédio em construção e compreendi a urgência de concluí-lo. Recebi o projeto de transformação do antigo prédio da Faculdade de Educação num ambiente avançado de extensão. No Centro de Artes – CEART, saí muito bem impressionado com o vigor e a criatividade docente e discente, suas novas idéias e reivindicações. No prédio de Extensão da UDESC, na antiga ESAG, conheci as políticas de ação alternativa do Núcleo de Apoio Pedagógico e percebi os avanços dos projetos de valorização da cultura afrodescendente. No Centro de Educação Física e Desporto – CEFID, confirmei a excelência dos seus programas acadêmicos. No Centro de Ciências da Administração – ESAG, onde havia lecionado por 18 anos, visitei o Centro Acadêmico e a Empresa Jr, com bons projetos de prática da gestão empresarial. No Centro de Educação à Distância – CEAD, confirmei a elevada qualidade dos seus programas pedagógicos, desde o material didático à organização dos cursos e ao processo de tutoria e avaliação acadêmica. Em todos os locais, anotei algumas das dificuldades e deficiências apontadas, os pedidos de soluções e os anseios comuns pela normalidade institucional.

             Busquei também, desde o início, formar uma equipe de primeira linha para que fizéssemos um trabalho participativo eficaz nesse período de transição, o qual credenciasse os componentes dessa equipe a dar continuidade à gestão da UDESC no futuro. O professor Fernando Fernandes de Aquino, que admirava há muito pela sua importante contribuição ao sistema catarinense de educação e por sua competência e capacidade de trabalho, aceitou exercer a chefia do Gabinete. Com dedicação, amizade, fidelidade à instituição e à minha pessoa, avançou comigo noites a dentro para darmos conta das pilhas diárias de processos administrativos. A professora Elisabete Nunes Anderle, após hesitação inicial, enriqueceu com sua visão, capacidade de análise e experiência extraordinárias o exercício da Pró-Reitoria de Ensino. O professor Dr. Adil Knackfuss trouxe de Lages sua liderança acadêmica como Pró-Reitor de Pesquisa e Desenvolvimento com a missão de melhorar a infraestrutura de apoio à pesquisa e ao desenvolvimento regional. A Professora Dra. Sandra Regina Ramalho e Oliveira, com brilhantismo, energia positiva e entusiasmo, realçou a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade. Para a Pró-Reitoria de Administração, acatei a indicação excelente feita pela ESAG do Professor Arlindo Carvalho Rocha, profissional muito experiente, ponderado e habilitado a resolver problemas complexos. Para a Secretaria de Planejamento, fiquei feliz em contar com a dedicação do Professor Jorge de Oliveira Musse, o qual muito me ajudou a compreender a gestão estratégica da UDESC e a estabelecer diretrizes e práticas de ação descentralizadas. Julguei, outrossim, fundamental reforçar o controle interno de gestão da Universidade, enfrentando de forma firme e transparente os diversos problemas operacionais que vinham sendo denunciados pela comunidade interna e externa, ao invés de privilegiar a via judicial e a decisão de gabinete. Para assumir a Controladoria Interna, pude contar com a confiança e o trabalho tenaz e ético do professor José Luiz Fonseca da Silva Filho. No Núcleo de Educação à Distância – CEAD, ponto nevrálgico para superação dos problemas que estavam à origem das dificuldades recentes da Universidade, convidei para sua Coordenação Geral o Professor Hipólito do Vale Pereira Neto, professor com valiosa experiência no Conselho Estadual de Educação, e para a Coordenação Pedagógica a Professora Neli Góes Ribeiro, em reconhecimento à sua pessoa e ao sucesso dos projetos pedagógicos. A eles vieram, nos dias seguintes, somar-se a competente Advogada Tânia Caldeira de Andrade e Silva na Procuradoria Jurídica e o Dr. Alessandro Andrade, pesquisador de destacado mérito acadêmico e administrativo, para intensificar o processo de captação de recursos para a pesquisa e pós-graduação. A equipe, de caráter plural, correspondeu amplamente às expectativas. Costumava dizer que “com um time da tamanha competência, confiança e comprometimento institucional, poderia administrar com sucesso qualquer universidade brasileira”.

               Assim passamos ao enfrentamento dos problemas e à análise e proposição de novos projetos, em audiência com autoridades externas e colaboradores internos. Em respeito à gestão do Reitor José Carlos Cechinel, pagamos normalmente a Folha de Pagamento sem desautorizar atos seus anteriores. Fomos em comissão em audiência ao Secretário do Estado da Administração, Marcos Vieira, a quem levamos vários pleitos de interesse do quadro de pessoal da UDESC e para os quais o Secretário encaminhou as soluções demandadas. Atendendo à reivindicação de Balneário de Camboriú, endossada pelo Deputado Dado Cherem, e às propostas da direção da ESAG, autorizamos a implantação naquela cidade do Curso de Graduação em Gestão Pública, embrião de um centro de formação de excelência na área da administração pública municipal e estadual. Aprofundamos a análise do Projeto Pedagógico de criação do Campus Oeste da UDESC. Autorizamos a continuação do Curso de Pedagogia na modalidade à distância e tomamos várias providências visando sanar os diversos problemas que vinham se agravando, com a formação de déficits orçamentários crescentes e a correspondente dificuldade de honrar compromissos e prazos, inclusive nos cursos oferecidos em outras regiões do país. O Secretário Jacó Anderle buscou agilizar os pagamentos pelo Estado correspondentes à participação dos servidores estaduais nesses cursos.  

                   Fiéis à orientação do Governador Luiz Henrique, procedemos à eleição do Conselho Universitário – CONSUNI e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, nos termos do Estatuto da UDESC atualizado pelo Decreto nº 302 de 30 de maio, que estabelecia também os procedimentos para a eleição do Reitor, o qual teria o prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de sua posse, para tomar as medidas necessárias para a elaboração de novo Estatuto, Regimento Geral e Plano de Carreira, a serem aprovados pelo CONSUNI. As eleições dos conselhos superiores ocorreram num clima de cordialidade e democracia. A instalação dos conselhos e a posse dos eleitos aconteceram no dia 16 de junho, em sessão aberta e solene no auditório da UDESC. Entendi que esses fatos constituíram um passo importante para a Universidade, que elegera um nível de autoridade autônomo e interno mais amplo do que a autoridade do Reitor e que se colocava diante da possibilidade concreta de eleição democrática dos dirigentes e de formulação autônoma do Estatuto, concluindo aquela fase de transição antes dos 6 meses pré-estabelecidos. Anunciei a nova reunião dos conselhos superiores para o dia 27 de junho, com a finalidade de ultimar o processo de eleição do Reitor e Vice-Reitor e de criar a comissão do novo Estatuto e Regimento Geral. Tomamos também na reunião dos pró-reitores a decisão de apresentar à apreciação dos diretores de Centro, em reunião marcada para o dia 26 de junho, e ao CONSUNI o orçamento aberto do fluxo de caixa e das receitas e despesas projetadas, para, em conjunto, serem definidas as prioridades e as medidas saneadoras que se fizessem necessárias.

          No dia 17 de junho, terça-feira, quando da reunião do Colegiado do Governo do Estado, apresentei ao Governador um relato positivo da evolução havida na UDESC. Ele concordou com a liberação dos recursos para a educação à distância e mostrou-se muito receptivo ao pedido que lhe fiz de destinar à UDESC o Centro de Treinamentos liberado pelo BESC para ali se implantar um Centro de Pesquisa e Extensão, incluindo o terreno vazio anexo, para a expansão da Universidade.

       Pela manhã da quarta-feira, dia 18 de junho, começaram a chegar, porém, os comentários de que o Desembargador Anselmo Cerello havia concedido a liminar requerida pelo Reitor José Carlos Cechinel, anulando o ato de intervenção na UDESC para preservar a Autonomia Universitária. Esse fato veio a se confirmar.

             Não tendo havido sucesso na busca de uma solução acordada com o Reitor José Carlos Cechinel, que a condicionava à suspensão da reunião convocada do CONSUNI, o que eu não aceitava, e também com os representantes dos servidores técnico-administrativos, que haviam interposto Mandado de Segurança em juízo e que exigiam eleição paritária dos dirigentes da Universidade, o que eu igualmente não aceitava, e não tendo havido reversão da liminar, na tarde do dia 26 de junho, após despedir-me de minha equipe de pró-reitores, dei posse, no livro de atas, ao Reitor José Carlos Cechinel, o qual assumiu a direção da UDESC e suspendeu a reunião dos conselhos superiores convocada para o dia seguinte.

Relato feito com base em diário pessoal escrito por mim durante todo o período dos acontecimentos.

Florianópolis, 26 de agosto de 2009.

Antônio Diomário de Queiroz

 

resumo: sucesso sem stress

                        Dr. Artur Zular é formado em clínica médica, cardiologia e psicossomática. No atendimento aos seus pacientes, observou que “atrás de cada queixa física há um problema emocional”. Assim sendo, acredita que a saúde da pessoa, além do bem-estar físico, psíquico e social, deve incluir o bem-estar espiritual, a crença num ser superior e divino.

                        SUCESSO SEM STRESS é o tema do livro que escreveu então, “para que você possa chegar aos cem anos saudável, com a mente lúcida e com pleno sentimento de realização”. Estas páginas apresentam um resumo de suas sugestões para que todos alcancem qualidade de vida e sucesso.

                        Na primeira parte, o Dr. Zular conversa sobre a importância do sucesso para a qualidade de vida e a saúde de cada um de nós. Apresenta caminhos para aprender a lidar com o stress, seus tipos, origens, situações em que ele se instala. A pessoa que consegue controlá-lo pode fazer dele um aliado para o sucesso.

                        Na segunda parte, ele sugere, de modo positivo, algumas dicas para uma existência prazerosa, com vida saudável, bem-estar e harmonia. Destaca a importância da alimentação, os benefícios do esporte, o papel importante do prazer e da espiritualidade para a prevenção do stress e da doença.

PRIMEIRA PARTE – SUCESSO E QUALIDADE DE VIDA 

                       Sucesso                   

                   O Dr. Zular nos ensina que “ter sucesso é estar em harmonia em todas as esferas da existência”, mantendo o equilíbrio físico, psicológico, social e espiritual em todas as etapas da vida.

                     Uma pessoa de sucesso usa sua inteligência emocional para lidar com as questões do cotidiano. Trabalha com dignidade, valorizando seus potenciais e fazendo o bem para si mesmo e para os outros. Isto possibilita evitar o stress e entender as exigências da vida sem sofrimento, de acordo com as possibilidades reais de cada um. O conceito de sucesso “passa por uma profunda reflexão sobre nossas relações sociais, no trabalho e na família, com os amigos e na comunidade, com o ‘eu’ interior e com seu correspondente no macro universo”.

                        Mesmo vivendo numa sociedade capitalista, não se deve confundir sucesso com a busca desenfreada por dinheiro. Para qualquer nível de renda, o importante é usar o dinheiro, aproveitando as comodidades que pode trazer, fazendo o bem e priorizando as necessidades mais importantes.

                        Sucesso, destaca o Dr. Zular, “é trabalhar com aquilo de que se gosta”. A pessoa deve ocupar-se com alguma atividade que lhe proporcione prazer. Assim, evita uma das principais causas do stress: “trabalhar brigando com a realidade”. O ideal é trabalhar lado a lado com os colegas, de maneira harmoniosa.

                        A gente deve trabalhar sempre, mesmo depois de aposentado. Ser aposentado não significa ser inativo. O indivíduo em atividade adoece menos. Mas o recomendado é trabalhar sem stress, no limite das suas forças e capacidades. Ter sucesso é encontrar em todas as idades novos caminhos que possibilitem fazer de cada minuto uma experiência mágica.

                        Qualidade de vida

                         Uma vida satisfatória é o bem maior que uma pessoa pode almejar. O Dr. Zular é afirmativo: “As conquistas só valem a pena quando acompanhadas de tranquilidade emocional, saúde física, relacionamentos familiares e sociais que tragam satisfação e bem-estar. Esse é um aspecto importante da qualidade de vida”.

                        A saúde é uma conquista possível. Para isso, torna-se fundamental adquirir hábitos saudáveis, evitar vícios como o álcool, o cigarro e outras drogas, ter alimentação que contemple todas as necessidades nutricionais e que seja proporcional ao gasto energético diário da vida.

                        Não podemos nos esquecer, entretanto, que às vezes a doença vem. Normalmente aparece na nossa área de menor resistência, isto é, aquela em que temos predisposição de problematizar. Nesse sentido, como afirma o Dr. Zular, “a doença nada mais é do que a materialização de uma angústia, um conflito. É a conciliação entre nossas pulsões (nossa necessidade de reagir) e nossos mecanismos de defesa (que não nos permitem reagir, porque não seria social ou pessoalmente aceitável). A doença é um substituto de uma satisfação instintiva, ou seja, é consequência de um processo de repressão”.

                        Somos um todo formado de mente e corpo. Daí o aparecimento da doença psicossomática. Alguns exemplos: gastrite, colite, alergias, úlceras, rinites, cefaleias, diarreia, crises hipertensivas, anorexia, obesidade. Seu tratamento deve levar em conta também suas causas emocionais. Mas mesmo quando a doença tem outras causas, precisamos às vezes que ela aconteça para empreender uma reorganização geral dos aspectos que desequilibram nossa vida.

                        Entendendo o Stress

                        Assim o Dr. Zular define o stress: “É o conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço de adaptação”. Explica ele que o desgaste não se refere à situação em si, como muitos pensam, mas é o resultado dela.

                  No livro, apresenta quatro tipos de stress: agudo, sequencial, intermitente crônico e crônico. Esclarece que existe um stress bom, porque a dose de adrenalina produzida prepara para reações positivas como o amor, a defesa pessoal, as competições atléticas ou outras situações novas e desafiadoras. No entanto, existe também o stress ruim, aquele que nos paralisa, que desequilibra, que vai nos comendo por dentro e que provoca as doenças.

                 Seja o stress bom ou ruim, ele é sempre consequência de uma expectativa, em geral a expectativa de alcançar um objetivo, à qual se dá o nome de ansiedade. Por isso é importante fixar objetivos possíveis de ser alcançados, com final feliz. Isso vale também para ser aplicado na educação das crianças. Muitas crianças de hoje estão estressadas por uma agenda extenuante de estudo e trabalho que não contempla seu direito de brincar. Ou se estressam quando são feitas cúmplices contra algum membro da família, o que gera sentimentos de culpa.

                        O Dr. Zular expõe a Síndrome Geral da Adaptação do organismo às mudanças. As fases de alarme, de resistência e de esgotamento podem provocar diversos impactos no organismo humano, inclusive os riscos de desenvolver câncer. No livro, o leitor pode consultar escalas de stress para adultos e jovens e testes para medir o nível de stress.

 SEGUNDA PARTE – SUCESSO SEM STRESS

                                 Prevenção e prazer

                       Na maioria das vezes é possível vencer o stress, como propõe o Dr. Zular na segunda parte de seu livro: “Se não podemos evitar aquilo que causa o stress, isto é, as situações que nos levam a sofrer desgastes emocionais e físicos, podemos aprender a lidar com elas a ponto de que não nos causem mais stress”.

                           O primeiro passo é manter uma postura ativa e positiva de ação, usando nossas energias construtivas, num esforço consciente, para enfrentar nossas forças destrutivas e abrir o caminho para novos referenciais de vida. É melhor prevenir do que remediar, não buscando apenas a cura ou solução dos males, mas atuando no sentido de evitá-los.

              O segundo passo é tornar a vida mais prazerosa. Os pequenos prazeres temperam o dia a dia, assim como os grandes prazeres. Um prazer que a correria diária tira do homem moderno é o lazer, aquele momento agradável dedicado a fazer algo que a gente gosta muito.

             O lazer nos ajuda a desacelerar o ritmo estressante ao qual submetemos o nosso organismo. Um pouco de ócio, o cultivo de um hobby, os momentos mágicos com os filhos e netos, o aconchego do cônjuge, um sono à vontade, uma boa leitura, as orações e a espiritualidade em dia, tudo isto nos faz desacelerar. Sorrir rejuvenesce, e ocupar-se com pensamentos positivos ajuda a realizar coisas construtivas.

                Vencendo a ansiedade e as artimanhas do coração

       Muitas vezes sofremos por antecipação por problemas que jamais irão acontecer. O resultado é a ansiedade, um potente fator de corrosão da saúde. O Dr. Zular nos ensina que “é necessário fazer as pazes com a realidade que nos cerca e modificar a forma de pensar as agruras do dia a dia. Isso se chama dessensibilização. Se Você não se mostrar tão sensível aos problemas cotidianos e àquilo que interpreta como causas do mal-estar, seu grau de stress diminuirá”.

            Outra maneira de manter a ansiedade sob controle é definir objetivos possíveis e evitar fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Isto nos deixa tensos e ansiosos. A ansiedade gera a angústia e a angústia gera doenças.

        Outro grande fator gerador de ansiedade é a sensação de estar velho. É a idade emocional que é básica para a autoestima em nossa vida. Podemos e devemos usar a serenidade e a sabedoria da maturidade em nosso benefício. O processo de envelhecimento não traz ansiedade a quem se sente satisfeito pelo simples fato de estar vivo.

               Por outro lado, é preciso cuidar do coração, pois é o órgão que mais reage às emoções. Não devemos deixar que ele chegue ao seu limite. O Dr. Zular apresenta os principais fatores de risco para o coração, inclusive os hereditários, e várias medidas preventivas para suas doenças. Acrescenta também algumas considerações sobre o excesso de peso, a depressão, o vício do cigarro e algumas especificidades sobre a doença coronariana em mulheres, adolescentes e crianças.            

                                Alimentação e esporte

                          Ao final deste segundo capítulo, é destacada a importância da alimentação e da prática do esporte para prevenir o stress.

                  Obesidade e mecanismos de regulação do apetite, rotina alimentar saudável, os segredos da boa alimentação, cálculo do índice de massa corpórea, a dieta do bom senso, o milagre da água, a importância das vitaminas e ervas são temas abordados pelo Dr. Zular de forma concisa e com preciosos aconselhamentos.

                 Ele considera impossível buscar o emagrecimento ou a manutenção da forma física sem fazer exercícios e demonstra de maneira convincente os benefícios do esporte. A importância de andar e de fazer exercícios na medida certa é fundamental para o sucesso.

            Do Apêndice, merece destaque a frase do Dr. Zulauf em que aconselha a escolha de um médico com visão ampla, dirigida não à doença e sim à saúde:

                           “Um bom médico não oferece soluções como quem dá fórmulas prontas. Isso não funciona. O bom médico ajuda a pessoa a procurar, dentro de suas próprias possibilidades, as melhores soluções para aquilo que a aflige”.

Resumo da obra elaborado por Antônio Diomário de Queiroz

Florianópolis, junho de 2012.

 

                     

estrutura própria para c&t&I em santa catarina

DEZ RAZÕES PARA UMA ESTRUTURA PRÓPRIA PARA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO  EM SANTA CATARINA

Antônio Diomário de Queiroz

  1. O Governador Luiz Henrique foi Ministro de Ciência e Tecnologia, tem na alma a inovação, coloca sempre a modernidade como princípio fundamental de governo e priorizou o desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação como Capítulo 6 do Plano 15.

  2. No Plano 15, os programas de C&T& I são muito importantes, começando pelo compromisso de “ampliar a abrangência e competência, para fortalecer o sistema catarinense de ciência e tecnologia”. Nesse sentido torna-se fundamental implementar o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovar e viabilizar a Lei de Inovação, avançar na política de incentivos às indústrias de base tecnológica, estimular as competências e os programas de TIC’s das SDR’s, conforme proposto.

  3. É preciso viabilizar também as demais importantíssimas metas do Plano 15, como a implantação do Sapiens Parque e dos centros de inovação nas cidades pólos das SDR’s e a interiorização do desenvolvimento C&T como base de valorização das potencialidades regionais, a exemplo do carvão do Sul catarinense.

  4. Há necessidade de ampliar a captação dos recursos dos fundos setoriais e de outros recursos nacionais e internacionais, destinados à C&T&I.

  5. É preciso avançar no compromisso constitucional de aplicação de recursos em C&T, e ampliação das oportunidades de acesso dos jovens ao ensino superior gratuito, pela efetivação dos artigos 170 e 171 da Constituição estadual.

  6. É fundamental fortalecer a RCT e realizar o projeto de implantação da Rede Integrada de Tecnologias de Informação e Comunicação como infraestrutura básica da educação em todos os níveis e modalidades e do desenvolvimento de Santa Catarina.

  7. É importante ampliar as formas e mecanismos de apoio à emergente indústria de TIC’s em Santa Catarina, a exemplo do Programa Juro Zero.

  8. A experiência como Secretário de Educação, Ciência e Tecnologia demonstrou a dimensão extraordinária das funções relacionadas à Educação Básica, que absorvem totalmente o tempo do Secretário da SED e de sua equipe.

  9. O Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia estrutura-se com dois Conselhos e Ministérios diferenciados, embora com ação articulada.

  10. É possível criar um órgão enxuto, vinculado diretamente ao Senhor Governador, com estrutura e orçamentos próprios, para o exercício dessas funções.

Significado da UNOESC

O que a UNOESC significa, para Você e para a região?

 A UNOESC representa o sonho realizado do acesso à educação superior de qualidade para os joaçabenses e para os jovens do interior de Santa Catarina. Contribui, assim, para o processo de desenvolvimento sustentado pela qualificação dos seus formandos e pelos novos conhecimentos da pesquisa científica, projetando um futuro melhor para todas as famílias da região.

 Antônio Diomário de Queiroz, maio de 2018.

 

SANTO ANJO DO SENHOR e oração para as refeições

                SANTO ANJO DO SENHOR

    Santo Anjo do Senhor,                                                

    meu zeloso guardador,                                                         

     me ajuda, por favor,                                                    

     a superar o problema,                                                

     seja lá qual ele for,

      a ser feliz nesta vida,

      com saúde, paz, esperança, alegria

      e muito amor!                                                                                                                                            

                  Diomário Queiroz, 2015.

                                               Observação, desenvolvi esta nova fórmula da oração do Santo Anjo para ajudar-me a dormir bem, depois de haver sido acordado por algum sonho forte, normalmente na madrugada.

Procedo em três etapas:

                                               1)- Procuro entender o significado da mensagem simbólica que o sonho revela, dialogando com meu Anjo da Guarda.                                    

                                               2)- Normalmente os sonhos me revelam coisas boas, mas quando me apresentam algum problema, peço a Deus perdão pelos meus pecados rezando o ato de contrição: “Jesus, meu bom Jesus, que por mim morreste na cruz, perdoa os meus pecados que não quero mais pecar!”                                         

                                                 3)- Rezo então ao Santo Anjo do Senhor pedindo-lhe ajuda para a solução do problema.

                                 Normalmente volto ao sono tranquilo pelo resto da noite!

 

ORAÇÃO PARA AS REFEIÇÕES

Oração que aprendi desde jovem escoteiro!

Uns têm e não podem,

Outros podem e não têm!

Nós que temos e podemos,

Bendigamos ao Senhor!

Atualmente é rezada por mim e Rosa,

acompanhados pelo coro dos netos, filhos e convidados!           

 

PLANO pessoal DE ALIMENTAÇÃO

PLANO PESSOAL  DE ALIMENTAÇÃO

  •  Alimentos imprescindíveis: água, vinho, verduras, frutas, legumes, ovo, feijão, farinha de mandioca, mel, ameixa preta, pimenta, peixes, frutos do mar, carne, café e leite.

  • Alimentos a evitar: sucos concentrados, margarina e gordura trans, arroz, massas, mayonnaise, açúcar, doces e carboidratos, soja e outros alimentos processados, aspartame e alimentos transgênicos geneticamente modificados, bebidas fermentadas e destiladas.

  • Alimentos para artérias: além do vinho, abacate, romã, brócolis, azeite de oliva, açafrão da terra, nozes e castanha, canela, aveia, chá verde, caqui, sardinha, chocolate amargo e melancia.

  • Princípios complementares: andar e fazer exercícios físicos; comer socialmente com alegria o que for servido; diversificar o cardápio; evitar comer em excesso pois o peso entra pela boca; elogiar a comida bem-feita e quem a fez; durante as refeições só falar assuntos agradáveis; após o almoço, dormir ao menos 15 minutos sempre que possível.

                                              Diomário, janeiro de 2017

Anotações para o casamento feliz

Anotações para o casamento feliz
Diomário Queiroz, agenda de 2006

1.- Amar e respeitar um ao outro. O amor é um estado de equilíbrio dinâmico entre coração e razão a ser preservado todos os dias. É o desrespeito que mata o amor.

2.- Aceitar um ao outro como ele é, valorizando as diferenças. Quando as alternativas culturais conflitam, optar pelas que devam prevalecer na educação dos filhos e para a felicidade do casal. Sempre que possível somar as tradições familiares.

3.- Ser fiel aos princípios e valores fundamentais, como honestidade, bondade de coração, perseverança e paciência, a começar na relação entre os cônjuges e com os familiares, filhos e netos, mesmo nas pequenas coisas do cotidiano. Manter permanente clima de confiança mútua, evitando o ciúme exagerado.

4.- Trabalhar é fundamental, mas é a quarta prioridade da vida, depois de Deus, família e saúde. Buscar sempre a presença nos momentos importantes do cônjuge e dos filhos, para comemoração, apoio ou consolo. É a contrapartida das ausências impostas no dia a dia das pessoas.

5.- Manter a felicidade na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Agir em apoio ao cônjuge nas horas de dificuldade, evitando entrarem os dois em crise ao mesmo tempo. Algumas vezes é necessário superar-se para assegurar esse apoio.

6.- Cultivar o prazer de dormir juntos, como uma das melhores coisas do casamento. É o momento da comunhão do casal, de compartilhar sonhos, da confidencialidade, do abraço, da sexualidade em seu sentido amplo, que não se limita ao ato sexual, mas inclui a vigília amorosa do cônjuge.

7.- Criar permanentemente bons momentos de recordação pois proporcionam confiança em relação ao futuro. Quebrar a rotina para vivências especiais do casal ajuda a projetar a felicidade!

8.- Celebrar os bons momentos com alegria e neles se afirmar para enfrentar os maus momentos que virão inevitavelmente. Todas as pessoas têm problemas. Mas não há problemas que resistam ao bom enfrentamento conjunto.

9.- Manter transparência na comunicação. Falar sobre os seus sentimentos. Deixar claro o que quer e o que não quer, o que gosta e o que não gosta, o que espera do outro e o que se propõe a fazer. Dialogar sempre e sonhar juntos, com cumplicidade e convergência nas decisões e ações do casal.

10.- Respeitar a vida profissional do cônjuge. Aceitar que tenha seu espaço próprio de realização pessoal e profissional, com o apoio e a admiração da família.

11.- Viver em comunhão de bens, mesmo quando casados legalmente pelo regime de separação de bens. Assegurar a autonomia financeira de cada cônjuge, convergindo, porém, na direção de um planejamento financeiro com as principais prioridades acordadas em conjunto, sem as pequenas continhas diárias de débito e crédito.

12.- Ser generoso um com o outro. Ter prazer em ver o outro cônjuge realizado e surpreendê-lo com pequenos gestos, presentes, quebras de rotina e palavras amorosas, que reforcem sua felicidade.

13.- Educar os filhos com amor, respeito à sua identidade pessoal e responsabilidade de pai e mãe. Nunca deve o casal brigar diante dos filhos nem disputar o seu amor! Eles amam pai e mãe e por ambos são amados, naturalmente.

14.- Viver em harmonia com a grande família e com um grupo seleto de amigos. Recebê-los com alegria e festa, mas também com respeito e sem perda da intimidade e da independência do casal.

15.- Celebrar a presença de Deus na família, a dimensão espiritual do cotidiano, a leitura da Bíblia, a prática da oração e dos ritos, as ações de graça pelos milagres da vida!

A SABEDORIA DA CHINA SOBRE O GOVERN0

(Extrato  de Diomário Queiroz do livro de Lin Yutang para atender pedido de sua filha Simone)

1.- LAOTSE, O LIVRO DE TAO (Nasc. 570 AC)

“Governa um reino normalmente. (…)
Quanto mais proibições há, mais o povo empobrece.
Quanto mais armas ferinas existem,
mais o caos prevalecerá dentro do estado.
Quanto mais engenhos técnicos,
mais coisas perniciosas serão inventadas.
Quanto maior número de leis,
Maior quantidade de ladrões e saqueadores”. (…)
“Governa um grande país como se desses liberdade a um peixinho”.

2.- AFORISMOS DE CONFÚCIO (Nasc. 551 AC)

“Há prazer em descansar a cabeça contra um braço encurvado depois de uma refeição de vegetais simples acompanhada por um gole de água. Por outro lado, gozar riquezas e poder sem chegar a eles através os meios corretos é para mim o mesmo que muitas nuvens flutuando no céu”.
“A princípio, quando ouvia um homem falar eu esperava que sua conduta estivesse de acordo com o que ele dizia. Porém, agora, quando ouço um homem falar, reservo meu julgamento até ver como ele age”.
“O homem que cometeu um erro e não o corrige está cometendo outro erro”.
O ideal moral de governo para Confúcio: “Guie o povo com medidas governamentais e controle-o ou regule-o pela ameaça de castigo, e o povo tentará conservar-se fora de prisão, porém não terá sentimento de honra ou de vergonha. Guie o povo pela virtude e controle-o ou regule-o por meio da disciplina moral (li) e o povo terá o sentimento de honra e de respeito.”
O Barão K’ang Ch’i perguntou a Confúcio acerca do governo e Confúcio respondeu:
“Governar é simplesmente pôr as coisas em seus lugares. Quando você mesmo lhes dá o bom exemplo, como ousarão agir erradamente?”. (…) “Se deseja o que é bom, o povo se tornará bom. O caráter do governador é como o vento, e o caráter do povo comum é como a relva, e a relva curva-se na direção em que sopra o vento”.
“Quando o próprio governador faz o que é direito, terá influência sobre o povo sem dar ordens e quando o próprio governador não faz o que é direito, todas as suas ordens de nada adiantarão”. (…) “Uma nação não pode existir se não houver confiança no homem que a governa”.

3.- O MEIO DOURADO DE TSESZE (neto de Confúcio)

“A lei moral é uma lei a que não podemos, por um só instante que seja em nossa existência, fugir”. (…) Quando há ordem moral social no país, quando o homem entra na vida pública não deixa de ser aquilo que era quando ele estava dela separado”.
“O homem moral não pode encontrar-se em nenhuma posição na qual não seja dono de si mesmo”.
“Quando um homem compreender como pôr em ordem sua conduta pessoal e seu caráter, compreenderá como governar os homens”.
“Imaginado pelos que estão no poder, um sistema pode ter falhas em autoridade histórica embora possa ser excelente; o que lhe falta em autoridade histórica não pode merecer fé; e o que não pode merecer fé, o povo jamais obedecerá. Imaginado pelos que não estão com a autoridade, um sistema pode não merecer respeito, mesmo que seja excelente; o que não merece respeito não pode ter crédito, e o que não pode ter crédito o povo jamais obedecerá”.

4.- MOTZE (Nasc. 468 AC)

Motze disse: “A vantagem de um governo está em manter a ordem entre o povo e evitar o que possa acarretar confusão”.
Mas como se mantém a ordem entre os homens?
“Quando a administração do soberano corresponder aos desejos do povo, reinará ordem; no caso contrário, haverá desordens”.
Porque então os superiores se tornaram hoje incapazes de governar os seus súditos e estes, ineptos para servirem os governantes?
“Unicamente pelo mútuo desrespeito”.
“Deixando os bons sem recompensa e os maus impunes, fatalmente o governo levará o país à desordem”.

          ADQ, set 2017